O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, admitiu, este sábado que o Governo anterior superou expectativas criadas há quatro anos e avisou o primeiro-ministro de que “as exigências dos portugueses são [hoje] muito superiores às de 2015”.

Dirigindo-se diretamente ao primeiro-ministro, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que António Costa “sabe que não há recursos para tantas e tamanhas expectativas e exigências” dos portugueses e que os próximos tempos serão difíceis.

“E que o segredo da legitimidade do exercício deste Governo residirá na escolha, na hierarquização, na concentração e na clareza das respostas que entender ser possível dar”, afirmou, na cerimónia de posse ao XXII Governo Constitucional, liderado pelo socialista António Costa, no Palácio da Ajuda, em Lisboa.

O Presidente da República apresentou-se como um defensor da estabilidade política, ou o “fusível de segurança do sistema de governo constitucional”, na posse no novo executivo minoritário do PS, liderado por António Costa.

“O Presidente da República está onde sempre entendeu dever estar, representante uninominal de todos os portugueses, institucionalmente solidário e cooperante com os demais órgãos do poder político”, disse .

De forma a “garantir a estabilidade, salvaguardando em permanência a sua indeclinável missão de fusível de segurança do sistema de governo constitucional”, concluiu.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deu hoje posse aos 19 ministros e 50 secretários de Estado do XXII Governo Constitucional, depois de empossar o primeiro-ministro, António Costa, no Palácio da Ajuda, em Lisboa.

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Na Sala dos Embaixadores do Palácio Nacional da Ajuda, após a tomada de posse do primeiro-ministro, tomaram posse os 19 ministros, chamados um a um pelo secretário-geral da Presidência da República, Arnaldo Pereira Coutinho, e depois os secretários de Estado.

A declaração de compromisso de honra e assinatura do auto de posse decorreu por ordem hierárquica, começando pelo primeiro-ministro, António Costa, seguindo-se o ministro de

Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, e o ministro de Estado e das Finanças, Mário Centeno, e depois os restantes ministros.

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Na cerimónia, que começou às 10:30, a hora protocolar marcada, pelas 10:45 estavam empossados os ministros e às 11:22 os secretários de Estado.

/ MM - Notícia atualizada às 12:33