O Presidente da República iniciou esta sexta-feira uma viagem de quatro dias ao Brasil, na qual vai estar com o atual presidente, Jair Bolsonaro, numa visita que se divide entre São Paulo e Brasília, e que tem como ponto principal a reinauguração do Museu da Língua Portuguesa, que foi alvo de um grande incêndio em 2015.

Acabado de chegar a solo brasileiro, Marcelo Rebelo de Sousa vai ter um encontro com o antigo presidente Lula da Silva, numa altura em que o Brasil está dividido entre apoiantes de Jair Bolsonaro e de Lula da Silva.

À chegada, o chefe de Estado foi imediatamente questionado sobre essa questão, até porque o governador de São Paulo disse que o encontro entre Marcelo Rebelo de Sousa e Lula da Silva podia ser o "momento mais amargo" da visita.

Não comento o que responsáveis políticos de outro país amigo e irmão dizem. Não comento os portugueses, quanto mais de países amigos e irmãos", foi a resposta.

Numa insistência para perceber o caráter e simbolismo político da visita, Marcelo Rebelo de Sousa insistiu que esta é uma visita que "tem que ver com a realidade da língua portuguesa no mundo".

Não vou comentar o que vou fazer. Talvez depois, não antes", reiterou, quando novamente questionado sobre o encontro com Lula da Silva.

A acompanhar a visita do chefe de Estado está o editor de política da TVI, Pedro Benevides, que nos explicou que o facto de Marcelo Rebelo de Sousa se encontrar primeiro com Lula da Silva está a causar algum "falatório".

Ao longo dos quatro dias, Marcelo Rebelo de Sousa tem também na agenda encontros com os antigos presidentes José Sarney, Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer.

A visita é também acompanhada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, que já aproveitou para visitar as instalações da EDP no Brasil.

Pedro Benevides