O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, convidou esta segunda-feira os portugueses a "redescobrirem o encanto" do património cultural de Portugal, programando férias no país e fazendo visitas aos monumentos que porventura há muito não visitam.

O chefe de Estado deixou esta mensagem no final de uma visita à Torre de Belém, em Lisboa, durante a qual esteve acompanhado pela ministra da Cultura, Graça Fonseca, no dia em que os museus e monumentos voltaram a estar abertos ao público, depois de semanas encerrados devido à pandemia de Covid-19.

Marcelo Rebelo de Sousa pediu aos portugueses para "fazerem aquilo que no dia a dia muitos não fazem, que é conhecer o que é fundamental no património" de Portugal, observando: "Os estrangeiros visitam, conhecem, e nós de repente damo-nos conta de que não conhecemos ou não visitamos há muitos anos, muitos, muitos anos, o que é imperdoável".

Não é apenas o apelo a que em junho, em julho, em agosto, em setembro passeiem em Portugal, fiquem em Portugal e programem as vossas férias em Portugal, mas aproveitem para fazer turismo cultural, com crianças e com jovens. E começar na Torre de Belém é começar num dos grandes monumentos da nossa pátria", acrescentou.

O Presidente da República reforçou o convite aos portugueses para "regressarem àquilo que foram visitas do passado e, de alguma maneira, redescobrirem o encanto" de Portugal, "também no património cultural, que é riquíssimo".

Questionado sobre o apelo público para a classificação urgente dos mais de 150 anos de arquivo do Diário de Notícias como património protegido, subscrito, entre outros, pelos anteriores presidentes da República Jorge Sampaio e António Ramalho Eanes, o chefe de estado disse não conhecer a iniciativa.

No entanto, considerou que "é uma iniciativa que certamente merece ser atendida e merece a colaboração de todas as partes intervenientes nomeadamente dos proprietários e trabalhadores do Diário de Notícias".

Eu sou sempre defensor da ideia daquilo que são arquivos históricos muito importantes, de jornais como de outras instituições seculares, serem entregues a quem pode garantir a continuidade e tem um peso institucional que ultrapassa as conjunturas. Já contribuí para que isso sucedesse noutros casos", referiu.

A pandemia de Covid-19 atingiu 196 países e territórios, registando-se perto de 315 mil mortos e infetou mais de 4,7 milhões de pessoas infetadas a nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP feito com base em dados oficiais.

Em Portugal, morreram 1.231 pessoas num total de 29.209 confirmadas como infetadas, e 4.636 doentes recuperaram, de acordo com o relatório de hoje da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A Covid-19 é uma doença provocada por um novo coronavírus detetado no final de dezembro em Wuhan, uma cidade do centro da China.

/ RL