Marcelo Rebelo de Sousa classificou esta terça-feira a decisão da Venezuela de suspender os voos da TAP como “inaceitável”. O Presidente da República criticou aquilo que considera serem “ataques dirigidos à TAP e a Portugal” sem qualquer fundamento.

É injusto e inaceitável. É uma postura que, na ótica do Governo, na ótica Presidente da República e na ótica de Portugal, totalmente incompreensível” e acrescentou “portanto, não pode deixar de ser repudiada”.

O governo venezuelano anunciou na segunda-feira a suspensão por 90 dias das operações no país da companhia aérea portuguesa TAP“por razões de segurança”, após acusações de transporte de explosivos num voo oriundo de Lisboa.

Devido às graves irregularidades cometidas no voo TP173, e em conformidade com os regulamentos nacionais da aviação civil, as operações da companhia aérea TAP ficam suspensas por 90 dias", disse o ministro dos Transportes da Venezuela, Hipólito Abreu, na conta da rede social Twitter.

Em declarações aos jornalistas, no Palácio de Belém, em Lisboa, o chefe de Estado subscreveu a posição do ministro Negócios Estrangeiros, "considerando incompreensível aquilo que é noticiado como sendo uma possível suspensão de voos da TAP, que tem efeitos reputacionais para a TAP, mas tem efeitos reputacionais para Portugal".

Antes, o Presidente da República referiu que "os ataques" das autoridades venezuelanas à TAP e ao embaixador de Portugal em Caracas "foram imediatamente rebatidos pelo senhor ministro dos Negócios Estrangeiros" e que subscreve também a sua reação a essas acusações: "Sem o mínimo fundamento. Inaceitáveis, totalmente inaceitáveis, e incompreensíveis".

Na passada semana, o Governo venezuelano acusou a TAP ter permitido o transporte de explosivos e de ter ocultado a identidade do líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, num voo para Caracas, violando "padrões internacionais".

Segundo o Governo venezuelano, Juan Marquez, tio de Guaidó que acompanhava o sobrinho nesse voo, transportou "lanternas de bolso táticas" que escondiam "substâncias químicas explosivas no compartimento da bateria".

/ JGR