O Presidente da República fez um discurso emocionado esta quinta-feira sobre a morte de Diogo Freitas do Amaral.

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que o ex-ministro “serviu Portugal, contribuindo de forma decisiva para a integração da direita portuguesa na democracia nascente”, salientando os seus esforços na elaboração da Constituição e das leis que definiram o caminho legal de Portugal.

Diogo Freitas do Amaral serviu portugal na primeira elaboração da Constituição e nas leis que definiram o regime, como a Lei de Defesa Nacional das Forças Armadas, a Lei Orgânica do Tribunal Constitucional ou as leis sobre justiça administrativa”, declarou.

Marcelo quis destacar a influência do antigo ministro da Defesa Nacional na projeção mundial de Portugal ,o seu esforço como chefe da diplomacia portuguesa por duas vezes em governos distintos e “também como presidente dos democratas cristãos europeus e como presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas”.

O Presidente da República saudou a coragem do ex-líder centrista e caracterizou-o como um “homem livre, totalmente livre”.

A coragem com que defrontou a situação dificílima da campanha eleitoral para a Assembleia Constituinte e como votou contra a Constituição da República Portuguesa em 1976, ou defendeu o tratado da União Europeia contra a sua bancada de origem em 1992, ou criticou governos ligados à sua área fundacional”, afirmou o Presidente da República no Palácio de Belém.

O chefe de Estado acrescentou que Freitas do Amaral também "serviu Portugal através do seu ensino, da formação, da pedagogia cívica, com o seu espírito", que descreveu como "um espírito aberto, um espírito tolerante, um espírito ecuménico, um espírito independente, de alma livre".

No fim do discurso, Marcelo despediu-se de Freitas do Amaral dizendo que, “em nome de todos os portugueses, aqui, lhe agradeço, hoje, o serviço a Portugal”.

Diogo Pinto Freitas do Amaral, professor universitário, nasceu na Póvoa de Varzim, no distrito de Porto, em 21 de julho de 1941. Foi presidente do CDS, partido que ajudou a fundar em 19 de julho de 1974.

Freitas do Amaral fez parte de governos da Aliança Democrática (AD), entre 1979 e 1983, e mais da tarde do PS, entre 2005 e 2006, após ter saído do CDS em 1992, tendo exercido as funções de vice-primeiro-ministro, ministro da Defesa e dos Negócios Estrangeiros.