O chefe de Estado elogiou esta quarta-feira o líder do PSD, Rui Rio, "por saber colocar o interesse nacional acima do interesse partidário" e considerou que tem havido "uma sintonia muito grande" entre Presidente, Governo e oposição.

Marcelo Rebelo de Sousa falava à porta do restaurante "A Valenciana", em Lisboa, onde almoçou com o chefe da sua Casa Civil, Fernando Frutuoso de Melo, num sinal de apoio ao setor da restauração.

Eu tenho acompanhado par e passo o que o Governo faz. Tem havido aqui uma sintonia muito grande entre Presidente da República, primeiro-ministro, Governo, líder da oposição - há que lhe dar uma palavra também, de agradecimento e de elogio, por saber colocar o interesse nacional acima do interesse partidário - e outros líderes de outros partidos da oposição também", afirmou.

Questionado sobre uma eventual descida do IVA da restauração de 13% para 6%, respondeu que "o Governo vai ver até onde pode ir - e o senhor primeiro-ministro não se quis comprometer, não é o Presidente da República que se vai comprometer - para criar incentivos à restauração".

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, também nesta matéria Presidente da República, Governo e oposição têm estado "muito, muito sintonizados".

O chefe de Estado referiu que na restauração "o arranque está a ser desigual", em função do tipo de espaços, e acrescentou: "Isso certamente o Governo vai tomar em linha de conta quer em matéria de medidas de incentivo, quer em matéria de revisão das regras".

No seu entender, faz sentido o primeiro-ministro, António Costa, remeter essa revisão das regras para o final deste mês: "Porque é na altura em que nós sabemos das consequências do passo dado agora nestes dias, para não dar um passo mais ambicioso do que a perna".

A pandemia de covid-19 atingiu 196 países e territórios, registando-se mais de 323 mil mortos e quase 4,9 milhões infetados a nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP feito com base em dados oficiais.

Em Portugal, morreram 1.263 pessoas num total de 29.660 confirmadas como infetadas, de acordo com o relatório de hoje da Direção-Geral da Saúde.

A covid-19 é uma doença provocada por um novo coronavírus detetado no final de dezembro em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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