O Presidente da República evocou, esta sexta-feira, a aproximação das eleições legislativas para justificar a recusa em pronunciar-se sobre declarações do secretário-geral do PS e primeiro-ministro sobre a "forma inaceitável" como funcionam alguns serviços públicos.

Eu não ia agora fazer prenuncias de um tema que está ser debatido no parlamento e que tem a ver com iniciativas legislativas em curso", começou por afirmar Marcelo, no Porto, à margem da cerimónia que assinala os 131 anos do Jornal de Noticias, quando confrontado com declarações de António Costa.

"Neste final de legislatura em que vai haver muito trabalho nesse domínio, tudo que o Presidente pudesse dizer acabava por ter que ver com comissões parlamentares ou iniciativas legislativas para aprovação", explicou.

O primeiro-ministro disse na quinta-feira, na qualidade de secretário-geral socialista, numa reunião da Comissão Politica Nacional do PS, que há serviços públicos "ineficientes" em Portugal.

Fora do âmbito legislativo há um conjunto de responsabilidades que não podemos deixar de assumir como prioritárias, dando respostas a um conjunto de serviços cujo funcionamento deficiente não é aceitável. Temos de agir de forma a corrigir, seja nos transportes públicos, seja no Serviço Nacional de Saúde, seja quanto à prestação de serviços básicos como a emissão de cartões de cidadão e passaportes", salientou.