Marcelo Rebelo de Sousa informou, numa nota partilhada no site da Presidência da República, este domingo, que já falou com o enfermeiro português Luís Pitarma, que acompanhou o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

O Presidente da República agradeceu o trabalho e a vigilância deste enfermeiro durante o internamento do governante britânico.

O Presidente da República sublinha o especial reconhecimento apresentado hoje pelo Primeiro-Ministro britânico, Boris Johnson, ao enfermeiro português Luís Pitarma pelo seu trabalho e vigilância durante o internamento nos cuidados intensivos. O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa já transmitiu pessoalmente o seu agradecimento ao enfermeiro Luís Pitarma, e, na sua pessoa, agradece também o empenho de todos os profissionais de saúde portugueses que em Portugal e em todo o mundo estão a prestar uma ajuda decisiva no combate à pandemia. Uma palavra de estímulo que se dirige ainda aos profissionais de outras nacionalidades que, reforçando o Serviço Nacional de Saúde, prestam um serviço inestimável a Portugal."

 Boris Johnson, que teve alta hospitalar este domingo, agradeceu a um enfermeiro português que o acompanhou enquanto esteve internado. O governante britânico disse que o enfermeiro Luís, de uma localidade perto do Porto, esteve ao lado da sua cama durante 48 horas. 

Quero agradecer às muitas enfermeiras, homens e mulheres, cujos cuidados têm sido tão surpreendentes. Vou esquecer alguns nomes, então perdoem-me, mas quero agradecer a Po Ling e Shannon e Emily e Angel e Connie e Becky e Rachael e Nicky e Ann. E espero que não se importem se eu mencionar em particular dois enfermeiros que ficaram ao meu lado durante 48 horas quando as coisas poderiam ter dado para o torto. São a Jenny da Nova Zelândia, Invercargill, na Ilha Sul, para ser exato, e Luís, de Portugal, perto do Porto”, sublinhou. 

O agradecimento foi feito numa mensagem em vídeo partilhada no Twitter.

Boris Johnson recebeu alta este domingo depois de ter estado internado uma semana no hospital St. Thomas, em Londres, devido à Covid-19. 

O chefe de Estado britânico passou três dias nos cuidados intensivos. Chegou a receber oxigénio, mas, segundo os seus assessores, não necessitou de apoio respiratório por ventilador. O governante deixou os cuidados intensivos e voltou a ficar numa enfermaria normal na quinta-feira.

Este domingo de Páscoa, o primeiro-ministro teve alta e no vídeo partilhado no Twitter aproveitou para agradecer aos profissionais de saúde que o acompanharam.

A razão pela qual nunca faltou oxigénio ao meu corpo foi pelo facto destes dois enfermeiros terem estado comigo a cada segundo e a fazer as intervenções necessárias. (...) Há centenas de milhares de profissionais no Serviço Nacional de Saúde que trabalham com a mesma dedicação da Jenny e do Luís", vincou.

Boris Johnson, de 55 anos, foi o primeiro líder mundial a ser diagnosticado com a Covid-19, a 26 de março, inicialmente com sintomas ligeiros de tosse e febre, o que o levou a continuar a trabalhar durante o período de isolamento. 

A ministra do Interior, Priti Patel, disse no sábado que “é vital que o primeiro-ministro fique bom” e que "ele precisa de tempo e espaço para descansar, restabelecer-se e recuperar".

Este domingo um porta-voz do governo birtânico confirmou que Boris Johnson não vai regressar de imediato ao trabalho.

A conselho da sua equipa médica, o primeiro-ministro não vai regressar imediatamente ao trabalho”, disse o porta-voz.

Quando foi internado nos cuidados intensivos, o primeiro-ministro designou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Dominic Raab, enquanto ministro de Estado, para o substituir na chefia do governo enquanto estivesse ausente.

Sofia Santana