Marcelo Rebelo de Sousa salientou este domingo a responsabilidade que os autarcas vão ter em “gastar boa parte do dinheiro dos fundos europeus” e destacou que a abstenção nas eleições autárquicas “é uma coisa difícil de entender”.

Minutos depois de votar em Celorico de Basto, Marcelo apelou a que as pessoas não fiquem em casa e entendam a dimensão das escolhas feitas neste domingo. Nas urnas, na ótica do PR, deve estar espelhado a reação das Câmaras Municipais e das Juntas de Freguesia no combate à pandemia, mas também as estratégias para a utilização dos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência.

Aos jornalistas, Rebelo de Sousa disse que as pessoas perceberam como os autarcas são "insubstituíveis": Uma grande lição da pandemia foi que quando foi preciso resolver problemas das pessoas quem é que apareceu em primeiro lugar? Foram as câmaras municipais e as juntas de freguesia", considerou.

Agora, acrescentou, estas vão ser as pessoas responsáveis por utilizar grande parte do dinheiro dos fundos europeus e do Orçamento do Estado. "Não vir votar nestas eleições é uma coisa difícil de entender. Até nas eleições presidenciais, subiu um bocadinho a taxa de participação e era o pico da pandemia. Agora que estamos numa fase em que não há receio e temor, as pessoas perderem a ocasião de escolherem aqueles que vão estar perto delas é uma coisa que não faz sentido", afirmou.

Questionado sobre a participação até ao meio-dia dos portugueses nas urnas - um pouco abaixo da registada em 2017 -, o Presidente da República pediu às pessoas para "não ficarem em casa", "porque seria muito estranho".

"Em eleições que, habitualmente, existe uma taxa de participação muito elevada, depois de tudo o que aconteceu, deitar fora a hipótese de escolher estes autarcas, é incompreensível".

Marcelo referiu ainda que o ato eleitoral está a ser feito com muita segurança e que a pandemia não deve servir de desculpa para não se votar. 

A terminar, Rebelo de Sousa refletiu mais uma vez sobre a responsabilidade que os autarcas vão ter em concretizar soluções para os seus eleitores com os fundos europeus. "A parte mais significativa vai ser gasta pelos autarcas, nos próximos quatro anos, escolhidos hoje.