O Presidente da República teve de regressar, este domingo, à ilha do Pico, nos Açores, para depois atravessar de barco o canal até ao Faial, devido às nuvens baixas que impedem a aterragem do avião militar em que seguia, na Horta.

No seu quarto dia de visita aos Açores, Marcelo Rebelo de Sousa viajou ao final da manhã do Pico para a Graciosa, e estava previsto que de lá seguisse em avião militar para a Horta, na ilha do Faial.

No entanto, quando o chefe de Estado iria seguir para o Faial, foi feita uma avaliação das condições meteorológicas, que levou à decisão de divergir o voo para o Pico, onde aterrou perto das 16:25 locais (mais uma hora em Lisboa).

No mesmo avião C295, viajaram também o presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, que tem acompanhado Marcelo Rebelo de Sousa permanentemente nesta visita ao arquipélago, e outros membros do executivo açoriano.

Almoço na Graciosa

Hoje, na Graciosa, o Presidente da República teve um almoço preparado por pescadores, no porto da praia de São Mateus, e depois foi a pé até uma fábrica de queijadas, onde provou esse e outros doces locais.

Marcelo apontou aquela empresa como um dos meios de combate à desertificação desta ilha, atualmente com cerca de 4.300 habitantes.

Neste quadro, o haver quatro, cinco, seis, sete, oito desses projetos, nomeadamente também no plano turístico, de repente tem um efeito multiplicador muito grande, pela dimensão da população".

Segundo o chefe de Estado, no atual quadro global do turismo, existem "todas as condições para atrair para aqui quem compre terreno, construa casa, e tenha aqui um paraíso, completamente distante de tudo, e em condições económicas muito simpáticas".

Ontem, o presidente esteve em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, onde manteve o tabu sobre um segundo mandato à frente da Presidência da República. 

Foi também a partir dos Açores que Marcelo reagiu ao atentado de sábado à noite, em Londres. Mostrou-se solidário com o povo britânico e afirmou que "se queremos lutar pela democracia, não podemos aceitar o esvaziamento dos nossos ideais". "Temos de pensar a sério na segurança europeia", defendeu.