Marcelo Rebelo de Sousa afirmou, nesta quinta-feira, que a demora para que o público conheça aquilo que realmente aconteceu antes, durante e após o atropelamento mortal que envolveu o carro onde seguia o ministro Eduardo Cabrita provoca uma descrença na Justiça. 

O Presidente da República apelou, por isso, a uma justiça com prazos e investigações mais céleres. Durante uma visita a uma feira de solidariedade, no Centro de Congressos de Lisboa, Marcelo foi questionado pela comunicação social sobre os cinco meses que passaram desde este acidente, que provocou a morte de um trabalhador que realizava trabalhos de limpeza na berma da autoestrada.

Na resposta, o chefe de Estado considerou que o problema não é este caso "estar cinco meses em segredo de justiça", mas sim que "as investigações judiciais, muitas vezes, porque são muito longas, deixam nos portugueses a sensação de que a justiça é lenta, e que é pesada e é complexa", ressalvando que "isso é genérico".

"Tem-se falado disso, precisamente das reformas da justiça. Um dos objetivos fundamentais há de ser esse, que é encurtar prazos, acelerar investigações, na medida em que seja possível, para não haver a ideia de que a justiça é tão lenta, tão lenta, tão lenta, ou tem de ser tão lenta, tão lenta, tão lenta, que aparece aos olhos dos portugueses como lenta de mais", defendeu.

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