O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, falou este domingo sobre a situação da pandemia de Covid-19 no país, à chegada à ilha de S.Miguel, nos Açores.

Estamos juntos na parte sanitária. Estamos juntos na parte económica e social, que é outra vertente que vai dominar os próximos meses e anos, e é juntos que a temos de combater", considerou Marcelo Rebelo de Sousa.

Questionado pelos jornalistas sobre as manifestações de Lisboa deste sábado, Marcelo disse confiar nas autoridades sanitárias, mas espera que estas "vão definindo regras para aquilo que é o direito de manifestação e de reunião".

Por outro lado, o Presidente da República admitiu que tem procurado fazer um equilíbrio entre a preocupação com a saúde e a abretura económica e social.

O vírus não desapareceu. A pandemia não desapareceu", justificou Marcelo Rebelo de Sousa.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, as pessoas estão a fazer a retoma "com cautela e bom senso, porque ficaram muito marcadas pelo período vivido".

Os próximos meses, entre o final de julho e setembro, é preciso que a economia e a sociedade recomecem a ter a atividade fundamental para todos nós" disse o presidente.

Sobre os últimos indicadores do PIB e do desemprego em Portugal, no âmbito do Plano de Recuperação Economica e Social, o Presidente abordou a importância de uma intervenção a nível europeu.

Felizmente temos sinais da Europa, embora a decisão só venha em julho, que a Europa percebeu que tem de atuar em conjunto de uma forma determinada , corajosa e exemplar", considerou Marcelo, acrescentando que uma intervenção pode contribuir para que a crise possa ser "menos brutal e menos duradoura do que seria".

Rafaela Laja