Marcelo Rebelo de Sousa será operado a uma "pequena" hérnia de oito centímetros antes do Natal, revelou o próprio à comunicação social, adiantando que a operação será feita no Hospital das Forças Armadas, em Lisboa. 

"Vou operar agora, atendendo a que no ano que vem tenho grandes deslocações. É prudente evitar que ela estrangule, ainda que me sinta muito bem e, por mim, viveria com esta hérnia", disse.

O objetivo da intervenção cirúrgica, que ainda não tem data marcada, é evitar que a hérnia estrangule, explica o Presidente da República, adiantando que terá "aí oito a dez dias de recuperação da intervenção cirúrgica", o que significa que "as festas do Natal serão reduzidas ao mínimo".

Recordando a sua operação de urgência em 2017, Marcelo explica que a resolução do problema - “uma dupla intervenção” - não foi possível naquele momento, tendo sido adiada até ao final deste ano.

Questionado sobre se se iria retirar durante o período da campanha eleitoral, o Presidente da República explica que a intervenção não acontece nesse momento, ainda que tenha referido que o seu papel é retirar-se da campanha.

Marcelo Rebelo de Sousa foi operado de urgência a uma hérnia umbilical, no dia 28 de dezembro de 2018, no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, o que o obrigou a cancelar toda a sua agenda até ao final desse ano e a abrandar o ritmo nas semanas seguintes.

Em 30 de outubro de 2019, foi submetido a um cateterismo cardíaco, desta vez de forma programada, no Hospital de Santa Cruz, em Oeiras.

O anúncio de Marcelo surge durante uma visita ao Mercado Solidário da Associação Novo Futuro, em Lisboa, local onde ainda foi questionado sobre a possibilidade de existir uma crise política nos Açores, depois de a Direção Nacional do Chega ter retirado o apoio ao governo regional.

"Penso que ele está a acompanhar o que passa e vamos ver qual é a evolução dos acontecimentos", disse Marcelo, realçando que ele próprio também está a acompanhar a situação.

Marcelo pronto para levar mandato da AR "até ao limite"

Na mesma intervenção, Marcelo admitiu que estava disposto a “levar ao limite o mandato da Assembleia da República”, no sentido de criar espaço para existir legislação que combata o aceleramento da pandemia. 

Um dia antes de uma nova reunião no Infarmed, o Presidente da República disse que, “se for necessário”, esse limite até à dissolução poderá ultrapassar os 55 dias. 

Não antecipando medidas novas que possam entrar em vigor após proposta do Governo, o Chefe de Estado explicitou que “o bom senso aponta para prevenir o futuro sem entrar em alarmismos", destacando a elevada taxa de vacinação em Portugal.

Marcelo destacou ainda que há um ano, Portugal registava um "nível muitíssimo mais elevado de casos de infeção e de mortes", reiterando que o mesmo é incomparável à realidade vivida nos dias de hoje. O Presidente da República garantiu também que não estava em cima da mesa um novo estado de emergência para o país.