O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse esta sexta-feira ser obrigatório visitar a Feira do Livro do Porto por ser uma “festa da liberdade”. O Presidente percorreu todo o espaço mas, entre a visita às bancas, acabou por ser confrontado por uma visitante descontente com a crise e com os baixos salários no país,

Este ano, mais do que noutros anos, sentimos que é uma festa de liberdade depois de um confinamento tão longo”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado visitou, juntamente com o presidente da Câmara Municipal do Porto, o independente Rui Moreira, o certame que se prolonga até dia 13 de setembro, nos Jardins do Palácio de Cristal.

Depois do confinamento na sequência da pandemia de covid-19, o Presidente da República considerou que há neste evento “como que um espírito de libertação” que se traduz na cultura.

O setor da cultura esteve “praticamente reduzido ao grau zero” durante meses, reafirmou.

Falando num espaço bem organizado, agradável e seguro, Marcelo Rebelo de Sousa considerou ser obrigatório vir ao certame.

Entre os muitos visitantes, houve quem lhe oferecesse livros, mas também quem lhe fizesse chegar queixas, sobretudo em relação ao Governo atual, liderado pelo socialista António Costa.

Numa dessas abordagens, confrontado por uma mulher, descontente com o salário e com as dificuldades atuais que apontava críticas ao Governo, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que o atual executivo foi eleito democraticamente.

Diga aos portugueses para votar noutro governo", respondeu.

Porque é que não põe a andar essa gente que nos está a fazer morrer?", perguntava a cidadã. 

Entre os mais de 15 minutos de conversa, a mulher perguntou ainda se o Presidente da República conseguiria viver com 300 euros mensais. E apontou o aumento dos sem-abrigo nas ruas, tendo o Presidente respondido que foi para a rua ajudar. 

Não encontra outro presidente no mundo que falasse consigo como eu”, disse Marcelo. 

Antes, ao início da tarde, acompanhado pelo presidente da Câmara do Porto, o chefe de Estado prestou homenagem à memória da Revolução Liberal de 1820, com a deposição de uma coroa de flores no mausoléu onde se conserva o coração de D. Pedro IV, na capela-mor da Igreja da Lapa.

/ BC