Orlando Cruz apresentou-se esta quinta-feira no Porto pela quarta vez como candidato à Presidência da República, negando que nas ocasiões anteriores tenha desistido por falta de assinaturas, argumentando ter "feito um acordo com Marcelo Rebelo de Sousa em 2016".

Tive uma reunião com ele na Faculdade de Direito em que concordámos que, se eu não tivesse as assinaturas, era nele em que eu confiava", contou o candidato independente, após a declaração de candidatura às eleições de janeiro de 2021 que decorreu na Junta de Freguesia de Massarelos e na qual apenas respondeu a uma pergunta.

Orlando Cruz informou ainda que vai "tentar ter o apoio do CDS", a quem, sublinhou, deu "muito durante anos" e "também do Aliança, que ainda não tem candidato".

Se não o conseguir continuarei a ser um candidato independente", frisou o antigo taxista de 69 anos, de Vila Nova de Gaia.

Sobre as razões da sua candidatura, denominada "Sentir Portugal", o também candidato em anteriores eleições autárquicas ao Porto e Matosinhos sustentou ser "uma luta contra a violência doméstica e a corrupção", mas também "pela defesa dos animais e dos reformados".

Afirmando-se novamente candidato "por imperativo moral, de consciência e de cidadania", Orlando Cruz assegurou que no caso de vir a ser eleito "não será evasivo nem dificultará a vida a qualquer governo", mas que "não pactuará com o desregramento do país ou com o aviltamento das suas condições de vida, do seu progresso, equidade, soberania e da excelência de Portugal".

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