O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, repudiou os ataques no Sri Lanka que mataram mais de 200 pessoas, tendo já apresentado as condolências à viúva da única vítima portuguesa conhecida até ao momento.

O meu pensamento vai em especial para a família da vítima portuguesa e já tive a oportunidade de apresentar as condolências à viúva", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações à agência Lusa.

O Presidente da República transmitiu também o seu pesar em nome do povo português às autoridades do Sri Lanka e aos familiares das vítimas.

Marcelo Rebelo de Sousa expressou o seu repúdio "a mais um ato contrário à dignidade da pessoa humana e aos princípios fundamentais do Direito Internacional e especificamente à liberdade religiosa".

Presidente da Assembleia da República condena "ataques vis e repugnantes"

Numa mensagem enviada ao homólogo da República Democrática Socialista do Sri Lanka, Karu Jayasuriya, Ferro Rodrigues declarou que os atentados "desafiam os valores e o modelo de sociedade, assente no respeito pela liberdade, pela democracia, pelos direitos fundamentais".

Os ataques bombistas que atingiram esta manhã várias igrejas e hotéis em Colombo, Negombo e Batticaloa, causando mais de duas centenas de vítimas mortais e um expressivo número de feridos, merecem a nossa condenação absoluta".

O Presidente da AR endereçou, em seu nome e do parlamento português, o "mais profundo pesar" e "solidariedade para com as famílias das vítimas, as autoridades e o povo do Sri Lanka", bem como "aos familiares e amigos do cidadão português que perdeu a vida nos ataques bombistas desta manhã".

MNE mostra "determinação em combater terrorismo"

O ministro dos Negócios Estrangeiros lamentou a morte do português, sublinhando a “determinação em combater o terrorismo sob todas as formas”.

Lamentamos profundamente a morte de um cidadão português no Sri Lanka, que se encontra entre as vítimas dos atentados ocorridos hoje nesse país. Expressamos as nossas condolências à sua família”, afirmou o Ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), Augusto Santos Silva.

O MNE afirma ainda que a solidariedade do Governo “está com as vítimas, o povo e as autoridades”: “A nossa determinação é combater o terrorismo sob todas as formas”, conclui.

O Governo português condena nos termos mais veementes os cobardes atentados que atingiram, hoje, igrejas e hotéis no Sri Lanka, causando a morte a muitas dezenas de pessoas”.

Secretário de Estado lamenta morte de português

O secretário de Estado das Comunidades lamentou a morte de um cidadão português nas explosões, avançando que estão a tentar contatar os portugueses que se encontram no país, embora não haja conhecimento de mais vítimas.

Em declarações à Lusa ao telefone, José Luis Carneiro, disse já ter falado com a esposa do português que faleceu no Sri Lanka, a quem transmitiu uma mensagem de condolências e deixou os contatos para prestar “o apoio devido e indispensável nesta altura”.

Tivemos conhecimento [da existência destes portugueses] porque foi a sua família que contatou o gabinete de emergência consular”, disse José Luis Carneiro, adiantando que o gabinete teve ainda o contato de outros familiares dando conta de que tinha também lá uma família de quatro elementos, mas “felizmente esses encontram-se bem”.

De acordo com o secretário de Estado das Comunidades, existem 10 portugueses com residência inscrita na embaixada de Portugal em Nova Deli, e até agora os únicos contatos que o gabinete de emergência teve foi das duas famílias cujos familiares estavam em turismo na ilha.

Para já não temos quaisquer informações que suscitem preocupação. O que ocorre nestes casos é o contato das famílias com o gabinete de emergência consular. Estamos a fazer uma despistagem para procurar contatar as famílias que estão inscritas no serviço consular de Nova Deli”, disse.

José Luis Carneiro frisou ainda que, “para já, não há indícios de outros portugueses vítimas destes acontecimentos tão horríveis e lamentáveis”.

O secretário de Estado das Comunidades acrescentou também que as autoridades portuguesas “vão continuar a acompanhar e a manter abertos os canais de comunicação diretos quer na Embaixada de Portugal em Nova Deli, quer da cônsul honorária no Sri Lanka”.

Todos os serviços estão ativados”, disse.