O Presidente da República foi questionado se teme uma crise política provocada pelo caso de Tancos e respondeu cautelosamente que não sabe o que a investigação pode apurar, acrescentando que é prematuro fazer juízos dessa natureza.

Perante a pergunta da comunicação social, feita à saída de uma iniciativa na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa fez uma pausa de três segundos e depois afirmou: "Não sabendo das conclusões da investigação, eu sei lá o que é que a investigação apura".

"Mas, olhando para aquilo que se apurou até hoje, é prematuro estar a fazer juízos dessa natureza. Agora vamos esperar. Quanto mais depressa houver o atingir as conclusões, melhor. Os portugueses é isso que desejam. É isso que o Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas deseja", acrescentou.

Marcelo Rebelo de Sousa considerou que aquilo que tem dito sobre o caso do desaparecimento de armas do paiol nacional de Tancos e o seu posterior reaparecimento "é o máximo que o Presidente da República pode dizer, para não ser acusado de pressionar o Ministério Público, que é autónomo".

"Respeitando a autonomia do Ministério Público, quanto mais cedo for possível conhecer as conclusões da investigação, melhor", insistiu o chefe de Estado.