“Temos o mesmo PS, mais uma vez, mergulhado num processo interno de falta de confiança no futuro e embrulhado num conjunto de episódios que fazem com que se instale, de forma crescente, uma dúvida metódica no PS sobre se, as mudanças que realizaram no verão passado, eram as mudanças necessárias para o caminho que desejavam trilhar”, disse.

“Isto é, tal como em 2014, em 2015 temos um PS que não é fator nem de confiança, nem de estabilidade, é um PS que tal como em 2014 vive instável e preocupado com o seu próprio futuro”, acrescentou Marco António Costa, que falava na sessão de abertura da Universidade de Verão do PSD, a decorrer em Castelo de Vide até domingo.


“Há uma crise de confiança interna não gerada pela ação política da maioria, mas gerada pelos erros estratégicos permanentes que têm sido cometidos pelos responsáveis máximos desse mesmo partido. Numa palavra, o PS tem tido dificuldade em acertar o passo com a realidade e, acima de tudo com Portugal”, afirmou.




“Se fomos capazes neste quatro anos de trabalho repor a confiança, recuperar a economia e fazê-la crescer, recuperar o emprego, preparar o futuro em tempos de adversidade e de grandes constrangimentos económicos, seremos então capazes de fazer Portugal poder mais no futuro”, disse.


PS vive angustiado com situação política da Grécia



“O doutor António Costa, recordam-se, rejubilou na noite eleitoral da Grécia com a vitória do Syriza. Hoje, não esconde o incómodo e até o enfado quando os jornalistas lhe perguntam sobre o processo que está a acontecer na Grécia”, disse.

“É confrangedor ver como o PS vive angustiado com este tema e é confrangedor ver como alguns políticos fogem 'como diabo da cruz' do tema Grécia”, acrescentou.