A vice-presidente do PSD e candidata à presidência da Assembleia Municipal em Almada, Maria Luís Albuquerque, afirmou hoje que cumprirá o mandato que os eleitores lhe derem e alertou o PCP que não é "dono dos votos" dos almadenses.

No jantar de apresentação dos candidatos autárquicos do PSD em Almada, Maria Luís Albuquerque defendeu ser importante "promover a rutura com a gestão" do PCP, que lidera há décadas a autarquia.

"A gestão do Partido Comunista está instalada e acomodada à convicção de que é dona dos votos dos cidadãos de Almada", afirmou a também deputada que tem sido eleita pelo distrito de Setúbal.

A vice-presidente social-democrata reconheceu que o município de Almada "tem as contas em ordem", mas considerou que isso não basta: "Ter as contas em ordem só faz sentido se isso puder ser colocado aos serviços dos cidadãos", afirmou.

"Estou empenhada neste desafio autárquico e exercerei o mandato que os cidadãos de Almada entenderem dar-me", garantiu.

Já o candidato do PSD à presidência da Câmara, Nuno Matias, defendeu que "Almada tem tudo para ter tudo", mas o poder autárquico dos últimos 43 anos não tem sabido aproveitar as potencialidades do concelho.

"Almada tem tudo para ter tudo, temos uma frente atlântica que é única, uma ligação ao rio Tejo que devia ser potenciada, uma cidade do conhecimento", enumerou, lamentando que não tenham sido atraídas mais empresas e sido gerados mais empregos no concelho.

Nuno Matias disse querer dar aos almadenses a possibilidade de, não só viverem, como estudarem e trabalharem "na sua terra".

O candidato autárquico destacou algumas propostas do seu programa, como a criação de um orçamento participativo nacional, o fim da empresa de gestão de estacionamento municipal (a Ecalma) e a criação de um portal da transparência municipal, apontando como um exemplo de falta desta transparência o festival de música Sol da Caparica, que disse dar 700 mil euros de prejuízo.

"O PSD não vai a votos para participar, vimos aqui para ganhar", afirmou, acusando o PS de se apresentar em Almada de forma a "não hostilizar" o seu parceiro nacional PCP.

No início do jantar com militantes, o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, desafiou o partido a não fazer uma campanha envergonhada em Almada mas a dirigir-se não só aos que são eleitores sociais-democratas a nível nacional.

"Eu não acredito que as pessoas, independentemente de em termos nacionais se identificarem mais ou menos com o PSD, não acredito que as pessoas em Almada estejam satisfeitas com o que têm no seu concelho", afirmou.

/ CB