Esta semana marca uma mudança na vida de muitos portugueses. Várias crianças voltam à escola e os pais ao trabalho. Como tal, o Governo aprovou um pacote com medidas de contingência que entra em vigor esta terça-feira, 15 de setembro, como forma de conter a pandemia de covid-19. A ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, esteve no Jornal das 8, onde traçou as linhas do Governo para os próximos tempos.

Segundo a governante, o plano de contingência foi traçado quando os números eram melhores do que os atualmente verificados.

Estamos pior do que há 15 dias", afirmou.

 Em linha com o que tem vindo a ser dito pelo Governo, Mariana Vieira da Silva voltou a referir um equilíbrio entre as medidas de segurança e a economia.

Relativamente às escolas e à forma como estas se preparam para lidar com a situação, a ministra vincou que o trabalho para o regresso às aulas está a ser feito desde julho.

Se há sítio seguro e que está a trabalhar para garantir todas as condições é a escola. Não podemos aceitar a ideia de que as escolas não estão preparadas quando elas estão a trabalhar há meses", acrescentou.

Sobre os ajuntamentos que se têm verificado, nomeadamente em Fátima, e lembrando que a novas regras limitam essas reuniões a 10 pessoas em Portugal Continental, Mariana Vieira da Silva afirma que o que aconteceu no Santuário foi de acordo com o protocolo. A governante afirmou que o cumprimento das regras também parte de "cada um de nós", e apelou a que essas normas fossem respeitadas.

Questionada sobre a inclusão de António Costa na comissão de candidatura de Luís Filipe Vieira à presidência do Benfica, a ministra da Presidência recusou-se a comentar.

António Guimarães