O ministro de Estado e das Finanças, Mário Centeno, esclareceu, esta terça-feira, que não assumirá o lugar de deputado, para o qual foi eleito, depois de abandonar o Governo na segunda-feira, reafirmando que cumprirá o mandato à frente do Eurogrupo.

Posso acrescentar que vou continuar a cumprir a minha função como presidente do Eurogrupo até meados do mês de julho, e que não vou assumir o lugar de deputado na segunda-feira", disse Mário Centeno em resposta a uma pergunta durante a conferência de imprensa de apresentação do orçamento suplementar para 2020.

Mário Centeno foi eleito deputado nas listas do PS, pelo distrito de Lisboa, nas últimas eleições legislativas, em 2019.

O ainda ministro, que será substituído por João Leão, secretário de Estado do Orçamento, na segunda-feira, assinalou também que não iria responder a críticos e que já tinha explicado as razões para o seu timing de saída, voltando a não referir se irá ou não para o Banco de Portugal (BdP).

O Presidente da República aceitou hoje a exoneração de Mário Centeno como ministro de Estado e das Finanças, proposta pelo primeiro-ministro, e a sua substituição por João Leão, até agora secretário de Estado do Orçamento.

Na tarde desta terça-feira, após reunião do Conselho de Ministros no palácio da Ajuda, em Lisboa, o primeiro-ministro, António Costa, apareceu ladeado por Mário Centeno e João Leão, dando assim conta da 'passagem de testemunho'.

Numa curta declaração no final do Conselho de Ministros que aprovou o primeiro Orçamento suplementar destes últimos cinco anos, Mário Centeno, ministro as Finanças cessante, falou do “fim do ciclo” traduzido nos 1.664 dias em que foi ministro das Finanças, mas assinalou que as ‘contas certas’ se vão manter.

Os números sempre fizeram parte deste trajeto, eles sempre estiveram certos e quero deixar aqui um testemunho e uma quase certeza, daquelas certezas que podemos ter, [de] que eles vão continuar a estar certos porque o João Leão é o fator de continuidade num trajeto que Portugal merece”, referiu Mário Centeno.

O ministro das Finanças cessante afirmou também que a sua presença nesta conferência de imprensa, ao lado do chefe do Governo e do seu substituto nas Finanças, sinaliza a “enorme honra” em fazer parte desta equipa governamental e em responder aos desafios que trilharam em conjunto nestes últimos anos.

O primeiro-ministro disse hoje que a nomeação do próximo governador do BdP será discutida com o próximo ministro de Estado e das Finanças, João Leão, e que o Governo tomará decisões "na altura própria".

Quanto à governação do Banco de Portugal, terei oportunidade de discutir o assunto com o próximo ministro de Estado e das Finanças, como sempre disse, proceder à audição dos partidos políticos, conversar com o próprio senhor governador, e na altura própria o Governo tomará decisões sobre essa matéria", disse António Costa no final do Conselho de Ministros.

Aquilo que a nossa presença aqui dos três, o trabalho que desenvolvemos em conjunto ao longo destes mais de cinco anos significa é que há uma tranquila passagem de testemunho que enfatiza essa continuidade da política”, afirmou António Costa.

/ Publicado por MM