Socialista como Mário Soares, António Guterres lembra o antigo chefe de Estado, agora falecido aos 92 anos, como “um dos raros líderes políticos de verdadeira estatura europeia e mundial”, a quem os portugueses devem “em grande medida, a democracia, liberdade e respeito pelos direitos fundamentais”.

É enquanto secretário-geral das Nações Unidas que o antigo primeiro-ministro português escreve uma nota de pesar sobre a morte de Soares: “Presto a minha homenagem a Mário Soares, certo de que figurará na nossa memória e na história do nosso país, como um homem livre que quis que todos nós vivêssemos em liberdade e que lutou toda uma vida para que isso

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Guterres diz ter tomado conhecimento da morte do ex-Presidente “com profunda emoção e um agudo sentimento de perda” e transmite à família de Mário Soares e, em particular, aos filhos e netos, as suas “sentidas e amigas condolências”.

É, em grande medida, a ele que devemos a democracia, a liberdade e o respeito pelos direitos fundamentais de que todos os portugueses puderam usufruir nas últimas décadas e que são hoje valores adquiridos no nosso país. A dimensão do legado de Mário Soares ultrapassa em muito as fronteiras de Portugal”.

Por um lado, porque o país lhe deve a sua “plena integração” na comunidade internacional, mas também porque “o seu apego à liberdade e à democracia fazem dele um dos raros líderes políticos de verdadeira estatura europeia e mundial”, lê-se na declaração do secretário-geral das Nações Unidas.

António Guterres afirma ainda que, “pelo seu empenho político firme e corajoso e pelos princípios e valores que coerentemente prosseguiu ao longo da vida”, Mário Soares “moldou a vida política em Portugal de forma indelével”. “A liberdade foi sempre o seu valor de referência”, refere também.