"O homem sempre o mesmo, a causa sempre a mesma: a Liberdade". Marcelo Rebelo de Sousa resumiu assim a importância da figura e do valor pelo qual Mário Soares, falecido neste 7 de dezembro de 2016, aos 92 anos, lutou a vida toda. 

Resta a Mário Soares, com o inspirador travar o derradeiro combate, aquele em que estamos e estaremos todos combate pela duradoura liberdade e justiça na nossa Pátria comum, o mesmo é dizer, o combate pela imortalidade do seu legado".

Quer que o seu legado seja honrado. Por isso, o atual Presidente da República promete: "Combate que iremos vencer, dele nunca desistiremos, tal como Mário Soares nunca desistiu de um Portugal diferente, Europa livre. no que era decisivo foi sempre vencedor".

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Marcelo Rebelo de Sousa recordou as "imagens únicas que ninguém esquecerá" e Mário Soares: a presenta "corajosa" ao lado de Humberto Delgado, a resistência a partir do exílio, a chegada a Santa Apolónia, o discurso que ali fez, o debate com Álvaro Cunhal, a "disponibilidade para servir como pm en duas crises graves, a "tenacidade nas presidenciais de 1996, o "calor irrepetível" nas presidências abertas, o sonho de Timor-leste independente, a presença na manifestação contra a intervenção do Iraque.

Todos estes e ainda outros momentos partilhados com Maria Barroso, "sua mulher e companheira de luta", fez questão de recordar Marcelo. Como também lembrou o currículo político de Soares, sempre pautado pela liberdade.

Sobretudo como lutador pela liberdade, determinante a criar democracia, a votar constituição, a lusofonia como comunidade, a adesão às comunidades europeias, sonhando com uma Europa das pessoas e da solidariedade, condenando as violações dos direitos humanos".

No fundo, e mais uma vez, lutando sempre pela "verdadeira liberdade", num quadro "universalista, atlântico e progressista", perante a "glória e o revés".