Sobre o agravamento dos números da pandemia de covid-19 em Portugal, e da eventualidade disso afetar o dia das eleições, Marisa Matias referiu que os tempos são difíceis e apelou para que sejam tomadas medidas para garantir a segurança e confiança dos eleitores. 

Espero que as pessoas sintam confiança e segurança para ir votar no domingo, que todas as medidas sejam tomadas para que isso possa acontecer. Estamos num período mesmo difícil, de confinamento e todas as outras medidas, mas as pessoas podem continuar a sair de casa para algumas atividades essenciais e eu considero que o voto é uma das atividades essenciais em democracia".

Marisa tem esperança que a "demonstração de vontade" em votar que ficou patente no último domingo - dia do voto antecipado - se mantenha no próximo dia 24. Sobre a abstenção - depois de um grupo de especialistas ter apontado para valores entre os 60 e os 70% - a candidata disse apenas que esse problema não é de agora. 

Nós estamos em circunstâncias muito particulares e infelizmente a abstenção não é um problema apenas nestas eleições. (...) E eu espero que estejam reunidas as condições para termos uma menor abstenção e não maior". 

Invocou que esta exceção não pode, nem deve, baralhar os cidadãos, porque uma coisa é o cumprimento das regras sanitárias, das regras do confinamento, outra é exercer o direito ao voto. 

As pessoas não estão impedidas de exercer o direito de voto. Nós não podemos desvalorizar a democracia em nenhum momento. E a pandemia, se nós garantirmos às pessoas todas as condições, todas as normas para que elas possam exercer esse direito, é uma forma de valorizarmos também e respeitarmos as pessoas". 

Assim, na perspetiva da bloquista, as pessoas devem pronunciar-se “sobre qual é o futuro que querem para o seu país e não é indiferente dar a voz às pessoas num período de pandemia”.

Relativamente às campanhas eleitorais, Marisa disse que os portugueses que as têm acompanhado, conseguem perceber que as normas estão a ser cumpridas. 

Marisa diz que as escolas devem fechar se for essa a indicação das autoridades e especialistas

Relativamente ao encerramento das escolas, a bloquista lembrou que estes são tempos "muito difíceis" e referiu que se devem seguir sempre as indicações das autoridades de saúde e dos especialista.

Se a indicação for nesse sentido [do encerramento], devemos segui-la sem hesitação, sem dúvida nenhuma".

Cláudia Évora