A ministra da Saúde disse hoje que o seu ministério tem sido foco de “muita reivindicação e discussão”, mas garantiu estar a “fazer o melhor possível” para dar passos seguros e não por em causa o futuro das pessoas.

Eu sei que o Ministério da Saúde tem sido foco de muita discussão e reivindicação, mas também sei que os profissionais sabem que o Ministério da Saúde está a fazer o melhor possível por dar passos seguros, que podem parecer pequenos, mas que não ponham em causa o futuro de todos nós e, isso, vai ser reconhecido”, afirmou Marta Temido.

A governante falava no final de uma reunião entre as várias entidades envolvidas no processo de construção da ala pediátrica do Centro Hospitalar de São João, no Porto, a funcionar em contentores há cerca de 10 anos.

Depois de anunciar hoje o reatar das negociações com as estruturas sindicais dos enfermeiros, Marta Temido explicou que o Ministério da Saúde está disponível para reunir com todos os sindicatos que assim o queiram.

Há três mesas sindicais com quem temos trabalhado, uma que envolve a FENSE [Federação Nacional dos Sindicatos dos Enfermeiros] e com a qual estamos a tentar fechar o acordo coletivo de trabalho, o que não deve demorar muito. Há depois reuniões com a ASPE [Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros] e o Sindepor [Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal] que envolvem um protocolo negocial que está a ser ultimado”, adiantou.

E, depois, acrescentou a ministra, há questões a discutir com a CNESE [Comissão Negociadora Sindical dos Enfermeiros], que integra o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) e o Sindicato dos Enfermeiros da Região Autónoma da Madeira (SERAM), nomeadamente sobre descongelamentos, reconhecimento dos especialistas ou recrutamento.

Tenho a convicção que os profissionais de enfermagem saberão reconhecer os esforços que o Governo tem feito para se aproximar”, vincou.

Governo espera reagendar cirurgias adiadas na próxima semana

A ministra da Saúde afirmou que no início da próxima semana espera ter um novo planeamento para dar resposta às cirurgias adiadas no primeiro e segundo período de greve dos enfermeiros.

No primeiro período de greve tinham sido adiados cerca de 7.500 cirurgias, das quais metade tinham sido realizadas até meados de janeiro, outras foram agendadas para final de fevereiro e tínhamos ainda o mês de março para responder a essas cirurgias que não tinham sido realizadas”, frisou.

A governante assumiu que vai demorar “algum tempo” até fazer a nova recuperação das cirurgias, contando no início da próxima semana ter um novo planeamento para dar resposta às cirurgias adiadas do primeiro e segundo períodos de greve dos enfermeiros.