A ministra da Saúde afirmou esta segunda-feira que o sucesso do despacho que determina a autorização da mobilidade temporária de médicos e enfermeiros para o Algarve foi “limitado”, mas a capacidade de resposta não está em causa.

Nós fizemos um despacho excecional para permitir a mobilidade de recursos humanos, médicos e de enfermagem, para o Algarve. É habitual este tipo de despacho ter um sucesso limitado e este ano esse padrão verificou-se”, disse Marta Temido durante a conferência de imprensa sobre a situação epidemiológica da covid-19 em Portugal.

A ministra acrescentou ainda que apesar desse sucesso limitado, foi possível “cativar alguns enfermeiros” para esta região e que a capacidade de resposta não estará em causa mesmo numa altura em que habitualmente se verifica um aumento de turistas na região.  

Temos acompanhado com a Administração Regional de Saúde do Algarve aquilo que é a preparação para o verão e, sobretudo, para o mês de agosto e estamos tranquilos com a nossa capacidade de dar a resposta”, adiantou.  

Questionada se a situação de um número reduzido de profissionais se repete noutras áreas do país, numa altura em que os preparativos para o período de inverno estão já em curso, Marta Temido disse que no âmbito de um regime excecional já foram contratados 3.995 profissionais e que as próprias instituições o poderão continuar a fazer diretamente.

Mesmo no caso da região do Algarve, a mobilidade temporária de recursos humanos não influencia a contratação de profissionais através da atribuição de vagas que, acrescentou a ministra, “vai acontecer por via de um concurso que vai ser agora aberto no mês de agosto”.

Sobre a preparação do Serviço Nacional de Saúde para o período do outono/inverno e de um possível agravamento da situação epidemiológica, a diretora-geral da Saúde referiu ainda o reforço da capacidade de diagnóstico precoce e da gestão dos casos.

Portugal regista hoje mais duas mortes e 135 novos casos de infeção por Covid-19 em relação a domingo, segundo o boletim diário da Direção-Geral de Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registaram-se 50.299 casos de infeção confirmados e 1.719 mortes.

/ BC