Assinala-se esta segunda-feira o Dia Europeu dos. Parques Naturais. Para falar sobre a data, o Esta Manhã recebeu o ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes.

Numa altura em que se aproxima a época dos incêndios, o responsável conta que o Governo mudou a forma de gerir os parques a partir de um grande incêndio na Peneda-Gerês em 2016, no qual 10% do parque ardeu.

A partir daí mudámos muito na gestão dos parques", refere.

Segundo o governante, a prevenção contra incêndios faz-se através do restauro dos ecossistemas, por forma a que o território volte a ter as condições que tinha antes do fogo.

O ministro do Ambiente diz que a preocupação se estende a todos os parques do país, lembrando que as condições de risco são, nesta altura do ano, inferiores ao que costumam ser, até porque tem "chovido muito".

Ainda assim, o Governo "duplicou o número de vigilantes da natureza", com a contratação de mais 100 pessoas.

Os poderes públicos estão muito melhores hoje que há três/quatro anos atrás", disse, assinalando que também a consciência do público está mais desenvolvida.

Ao longo dos próximos cinco anos Portugal vai contar com 650 milhões de euros para atuar nesta área, dinheiro que vem do Plano de Recuperação e Resiliência, que também vai incidir sobre a transição energética, área na qual o ministro diz que "Portugal é um dos líderes", até porque, como relembrou, não tem energia nuclear, como muitos dos outros países que mais apostam nas energias renováveis.

Atualmente, e segundo Matos Fernandes, 60% da energia consumida em Portugal já vem de fontes renováveis, sendo que o país reduziu 26% das emissões desde 2005 até 2019, sendo que não está contabilizado o efeito da pandemia, que acabou por reduzir drasticamente o consumo de combustíveis fósseis.

António Guimarães