Pedro Calado, que lidera a coligação entre o PSD e o CDS, conquistou a Câmara Municipal do Funchal depois de oito anos em que o Partido Socialista, juntamente com o Bloco de Esquerda, PAN, MPT e PDF esteve à frente do executivo camarário.

Às 23:22 horas, de acordo com informações do MAI, a coligação Funchal Sempre à Frente atinge os 48,36 %. Com o PS a ter 40,02 %.

Numa declaração onde assumiu a vitória, Calado explicou que esta nova presidência "vai ser feita para todos os funchalenses sem excepção. Todos aqueles que votaram e não votaram. A esperança que temos é que daqui a quatro anos a percentagem seja superior".

"Queremos governar durante quatro anos e, daqui a quatro anos, espero que estejamos novamente em festa, com mais certeza", afirmou, agradecendo ao CDS e a todos os que aceitaram participar no projeto.

Na sede do partido, o presidente do PSD/M Miguel Albuquerque enalteceu uma “grande vitória” durante um discurso na sede do partido, sublinhando ainda os bons resultados da coligação Funchal Sempre à Frente na maioria das freguesias da capital da Região Autónoma.

Albuquerque destacou ainda que o partido conseguiu alcançar “os objetivos a que se tinha proposto, vencendo “a maioria das Câmaras Municipais da Região”.

“Obtivemos na capital uma grande vitória, ganhando a maioria das Juntas de Freguesia por votação expressiva”, salientou.

Calado garantiu ainda a reconquista das freguesias do Imaculado, de São Gonçalo e São Pedro. “Seremos poder nos próximos quatro anos, de acordo com aquilo que os eleitores do Funchal quiseram”.

Pedro Calado foi vice-presidente do Governo Regional e dos Assuntos Parlamentares da Madeira entre 2019 e 2021.

Paulo Cafôfo demite-se de presidente do PS/Madeira

O presidente do PS/Madeira, Paulo Cafôfo, demitiu-se hoje da liderança do partido, depois de a coligação Confiança (PS/BE/PAN/MPT/PDR) ter perdido a Câmara do Funchal para PSD/CDS-PP nas eleições autárquicas de domingo.

"Anuncio aqui, aos madeirenses e porto-santenses, que me demito de presidente do Partido Socialista, provocando obviamente eleições e congresso para uma nova liderança”, disse.

E reforçou: “Isto significa que não serei candidato a um novo mandato nas eleições que se irão seguir e que também irei sair da Assembleia Regional e deixar o meu lugar de deputado”.