O PSD anunciou esta sexta-feira que vai esperar que o Governo entregue no Parlamento o novo Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) para decidir se o sujeita a votação através de um projecto de resolução. Questionado pelos jornalistas, no Parlamento, o líder do grupo parlamentar social-democrata, Miguel Macedo, disse também que não vê «nenhuma razão» para o PS não apresentar um projecto de resolução de apoio ao PEC como fez «em momentos anteriores» e que, se não o fizer, «alguém vai ter de explicar porque é que o comportamento é diferente desta vez».

Quanto à eventual apresentação por parte do PSD de um projecto de resolução contra o PEC, respondeu: «Não vamos pôr a carroça à frente dos bois. O Governo não apresentou nenhum PEC ainda. Quando o fizer, nós tomaremos a nossa decisão e saberemos o que havemos de fazer. Vamos ter de aguardar por esse momento».

Miguel Macedo assinalou que «essa matéria não está ainda sobre a mesa, não há sequer PEC apresentado na Assembleia da República». «Vão desculpar, mas nós tomaremos as decisões que temos de tomar no momento próprio», acrescentou.

Nestas declarações aos jornalistas, a seguir ao debate quinzenal com o primeiro-ministro, o líder do grupo parlamentar social-democrata aproveitou para reiterar que este «é um PEC absolutamente injusto, imoral e que não merece qualquer crédito da parte do PSD».

Miguel Macedo considerou que o primeiro-ministro, José Sócrates, «foi incapaz explicar aos portugueses porque é que durante várias semanas estiveram cá técnicos do Banco Central Europeu e da Comissão Europeia a tratar com o Governo de um conjunto de medidas» e, «durante esse tempo todo, continuou a insistir publicamente que não eram necessárias mais medidas» e «afiançou aos parceiros sociais que não eram necessárias mais medidas».
Redação / MM