O ministro da Administração Interna considerou que a IGAI "foi mais longe que o Ministério Público” no caso da morte de um cidadão ucraniano em março nas instalações do SEF no aeroporto de Lisboa.

“Saúdo a IGAI [Inspeção-Geral da Administração por ter ido mais longe que o MP, porque determinou que o apuramento da responsabilidade fosse feito também por potenciais cúmplices ou potenciais omitentes de auxílio e portanto não se limitou aos três indivíduos que estão acusados”, disse Eduardo Cabrita no parlamento no âmbito da discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2021.

O ministro respondia ao deputado do PSD Fernando Negrão sobre as conclusões do inquérito da IGAI que implicou 12 inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) na morte de um cidadão ucraniano em março no Espaço Equiparado a Centro de Instalação Temporária (EECIT) do aeroporto de Lisboa.

Fernando Negrão considerou que “é preciso tomar decisões de natureza política” em relação ao que se passou no aeroporto e questionou o ministro sobre se a diretora nacional do SEF tem condições para continuar à frente daquele serviço de segurança.

Em resposta, o ministro afirmou que sobre “o crime horroroso que se verificou no aeroporto de Lisboa” tomou decisões em março.

“Fui eu que demiti os diretores do SEF do aeroporto, foi eu que determinou a abertura de um inquérito pela IGAI e fechei de imediato o EECIT”, disse.

O Ministério Público acusou, em 30 de setembro, três inspetores do SEF do homicídio qualificado de um cidadão ucraniano no aeroporto de Lisboa.

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