"Uma testagem mais regular é um cenário que pode fazer sentido nalguns contextos, como mecanismo de garantir que todos estão seguros", disse a ministra da Saúde Marta Temido, referindo-se não só à eventual exigência de testes à covid-19 em contexto laboral e lembrando que "isso faz parte das determinações dos serviços de saúde ocupacional dos próprios empregadores".

António Saraiva, da Confederação Empresarial de Portugal, defendeu esta sexta-feira que os trabalhadores não vacinados contra a covid-19 devem fazer teste à covid-19 e suportar o custo e pediu ao Governo que defina regras claras para evitar conflitos dentro das empresas.

A necessidade de repetição de testes em quem não foi vacinado é provável maior do que em quem foi vacinado", confirmou Marta Temido.

No entanto, "a opção de Portugal, e os portugueses têm aderido muito bem a isso, tem sido a da voluntariedade. Foi assim na vacinação, tem sido assim em relação à testagem, da recomendação e da partilha de informação para que as pessoas possam decidir de acordo com a melhor informação".

Já quanto à hipótese de reforçar a vacinação contra a covid-19, a ministra da Saúde garantiu que "há quantidades suficientes para, se for necessário, revacinar a totalidade da população portuguesa. Não acreditamos que seja um cenário provável. Mas estamos a preparar tudo para a possibilidade de haver necessidade de vacinar uma população mais frágil pela sua imunidade natural, designadamente em função da idade".

Marta Temido deu também como praticamente certo o encerramento de centros de vacinação, tal como existem atualmente, “se o cenário se se mantiver”.

Se o cenário se se mantiver, vamos começar a vacinação contra a gripe sazonal a partir de 4 de outubro e teremos que continuar a vacinar pessoas [contra a covid] que ainda não o fizeram. Para esse cenário, podemos extinguir os centros de vacinação que foram montados para a covid-19. Para o caso de ser necessário fazer vacinação adicional contra a covid-19, dependendo do que sejam os universos elegíveis, podemos ter necessidade de algumas dessas estruturas - mais pequenas”, afirmou a ministra

Finalmente, no que toca às medidas de proteção, Marta Temido lembrou que "não estando nós já em estado de emergência, temos de facto a obrigação de cada um de nós assumir a responsabilidade pela sua própria proteção e pela proteção dos restantes sem prejuízo das recomendações da Direção-Geral de Saúde que em relação a esse tema são muito claras, no sentido da utilização da máscara em ambientes fechados e quando não é possível manter o distanciamento".

Questionado sobre as ações dos negacionistas, a ministra deixou “uma única referência”: “Cada um tem o direito de fazer as suas próprias escolhas, desde que não ponha em causa aquilo que são os direitos dos outros”.

Redação / MJC