O Chega questionou hoje o ministro da Administração Interna sobre a nomeação da ex-diretora do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) para assessorar aquela instituição após Eduardo Cabrita assumir que Cristina Gatões não reunia condições para a dirigir.

Segundo o Diário de Notícias, o sucessor de Cristina Gatões, o ex-comandante-geral da GNR tenente-general Botelho Miguel, nomeou, em 28 de janeiro, a sua antecessora para um grupo de trabalho que vai fazer a remodelação dos ‘vistos gold’.

A antiga responsável máxima do SEF demitira-se em dezembro na sequência da polémica com o homicídio do ucraniano Ihor Homeniuk no aeroporto de Lisboa em março de 2020.

Quais os critérios atinentes a esta nomeação?” e “Considera o sr. ministro que esta nomeação se coaduna com as declarações por ele prestadas aos deputados em comissão parlamentar no passado dia 15 de dezembro?”, são duas das perguntas colocadas pelo deputado único do Chega.

Iniciativa Liberal critica "clima de impunidade" 

Também a Iniciativa Liberal (IL) criticou hoje a noticiada nomeação de ex-diretora do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) para assessorar a instituição, condenando o "clima de impunidade" em que os "amigos do partido" se "protegem mutuamente".

“A nomeação da ex-diretora do SEF Cristina Gatões para assessorar o serviço do qual acabou de se demitir é um exemplo do clima de impunidade e desresponsabilização para o qual a IL tem vindo a alertar. A mesma responsável que demorou nove meses a assumir as suas responsabilidades no contexto de um crime hediondo é recompensada com uma nomeação para funções relevantes como se de um prémio se tratasse”, lê-se em comunicado.

Segundo o líder e deputado único da IL, João Cotrim Figueiredo, “quando o Estado falha não se assacam responsabilidades”.

Quando responsabilidades são apuradas, ninguém é punido e alguns são recompensados. A origem dos motivos pelos quais o Estado falha com crescente e preocupante regularidade está aqui. Não são os melhores que ocupam os cargos de maior responsabilidade, são os amigos do partido que se protegem mutuamente”, insistiu.

Em dezembro, numa audição parlamentar na comissão de Assuntos Constitucionais, Cabrita tinha afirmado que Gatões não reunia "condições para liderar o SEF no quadro da reestruturação profunda que será desenvolvida neste organismo".

Segundo o Diário de Notícias, o sucessor de Cristina Gatões, o ex-comandante-geral da GNR tenente-general Botelho Miguel nomeou, em 28 de janeiro, a sua antecessora para um grupo de trabalho que vai fazer a remodelação dos ‘vistos gold’.

/ MJC