O ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, condecorou esta terça-feira 10 militares do Exército, simbolicamente, pelos serviços prestados no contexto da pandemia de covid-19, no salão nobre do ministério, no Restelo, Lisboa.

Uma palavra de profundo agradecimento pelo grande trabalho feito pelos condecorados e pelo Exército, no âmbito do combate à pandemia. Foi um extraordinário desempenho como um todo em circunstâncias inopinadas”, disse o responsável pela tutela.

Gomes Cravinho destacou que “o Exército esteve presente em todo o lado do país, em escolas, lares, unidades médicas e continua”.

O momento que vivemos é de grande incerteza. Não sabemos se a incidência geográfica voltará a ser muito focalizada. Não sabemos se o comportamento dos portugueses vai fazer diminuir o número de infetados ou se viveremos situações de aflição no território nacional, mas temos um a certeza: a presença do exercito e seu empenho”, concluiu.

Na cerimónia foram agraciados com a medalha de Defesa Nacional de 1.ª classe a Coronel Margarida Almeida, diretora do Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos, e com as de 2.ª classe o tenente-coronel António João e os majores Milton Pais e Wilson Antunes, todos da Unidade Militar Laboratorial de Defesa Biológica e Química.

O aspirante a oficial Hugo Graça, chefe de equipa do Regimento de Transportes, recebeu a distinção de 3.ª classe.

Os outros elementos reconhecidos pela Defesa Nacional com o grau de 4.ª classe foram o sargento-chefe Fernando Pereira, o sargento-ajudante Vítor Jorge, o 1.º sargento António Leitão, o 1.ª cabo João Mota e o soldado Mário Fernandes.

Marinha e Força Aérea também recebem distinção

O ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, condecorou mais 10 militares da Marinha e da Força Aérea, simbolicamente, pelos serviços prestados no contexto da pandemia de covid-19, no salão nobre do ministério, no Restelo, Lisboa.

A Marinha teve um papel exemplar e decisivo no combate à pandemia, pela forma como disponibilizou as instalações do Alfeite para doentes e também para pessoal médico do Hospital Garcia de Orta, pela forma como se predispôs a trabalhar no âmbito das equipas de desinfeção e formação que foram a escolas, em várias partes do país”, disse.

O governante destacou “o talento para a inovação e criatividade”, ao “desenvolver um ventilador barato e facilmente replicável”.

O responsável da tutela afirmara antes que “a Força Aérea teve um trabalho indispensável e imprescindível e prestou um serviço ao país que o país agradece, tal como todos os portugueses”, lembrando o caso do cerco sanitário a Ovar e as inúmeras evacuações de doentes por todo o país.

Contudo, Gomes Cravinho alertou que “não se sabe o que se segue”, mas admitiu, “provavelmente, mais trabalho, mais esforço e mais sacrifício por parte das Forças Armadas”, face ao aumento de ocorrências de infeções pelo novo coronavirus em Portugal e na Europa.

Pela Armada, foram agraciados com a medalha de Defesa Nacional, respetivamente de 1.ª, 2.ª, 3.ª e 4.ª classes, o comodoro médico naval Luís Carvalho, a capitã-de-mar-e-guerra médica naval Maria Halpern Diniz, a capitã-de-fragata farmacêutica naval Helena Garcia Fernandes, o 1.º Tenente José Mendes Lança e a 2.ª marinheira Joana Medeiros.

Na Força Aérea, receberam as condecorações, respetivamente de 1.ª, 2.ª e duas de 4.ª classes o brigadeiro-general João Carlos Mairos, o coronel Rui Romão, o major Luís Gonçalves, a 1.ª cabo Marta Gonçalves e o 1.º cabo Pedro Guerreiro de Matos.

/ CE