O grupo parlamentar do PCP pediu esta quinta-feira a audição do ministro da Saúde com caráter de urgência na comissão de Saúde para esclarecer a falta de acesso à formação de especialidade de cerca de 700 médicos.

"O PCP veio apresentar um requerimento à comissão de Saúde para a audição com caráter de urgência do ministro da Saúde", anunciou a deputada comunista Carla Cruz, nos passos perdidos do parlamento.

De acordo com a parlamentar do PCP, o mapa de vagas publicado em Diário da República no final de maio dá conta que, "mais uma vez, mais de 700 médicos ficarão sem formação médica especializada", ou seja, "continua uma política que vinha de 2015, de ter um conjunto de médicos indiferenciados, um retrocesso naquilo que é a formação médica e com repercussões sérias na prestação de cuidados e no Serviço Nacional de Saúde".

"Queremos que o Governo preste esclarecimentos sobre as diligências que tomou para a concretização desta medida, que está inscrita no Orçamento do Estado para 2017 e todo o processo que levou à conclusão de que apenas 1.758 vagas serão abertas e não as 2.466, que são aquelas que corresponderiam a todos os médicos em condições para aceder à formação médica especializada", sublinhou.

Carla Cruz, que falava após receber uma delegação de peticionários chamada "Não aos Médicos Indiferenciados", recordou que o PCP vem tomando iniciativas desde 2015 sobre esta matéria, a qual foi já incluída nos orçamentos do Estado de 2016 e 2017.