O ministro do Ambiente disse esta quarta-feira, no parlamento, acreditar na possibilidade de antecipar a meta de 2040 para o encerramento das centrais a gás, tal como aconteceu com as centrais a carvão.

Eu acredito que vai ser possível anteciparmos a meta de 2040 para as centrais a gás”, admitiu o ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, que está a ser ouvido esta tarde no parlamento.

O governante ressalvou não crer que faça sentido refazer o Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050 antes de 2025, embora acredite ser possível antecipar algumas metas, como a do encerramento das centrais a gás.

A nossa meta é muito ambiciosa, é cumprível, vai ser cumprida, se não houver muitas oscilações da política até lá”, disse o ministro, acrescentando que as indicações recentes e o interesse que as empresas têm demonstrado na descarbonização permitem acreditar que, “muito provavelmente, a data de 2050 [do roteiro] poderá vir a ser antecipada”.

No discurso de tomada de posse em outubro de 2019, o primeiro-ministro, António Costa, anunciou que o seu novo Governo estava preparado para encerrar a central a carvão de Sines em setembro de 2023, antecipando o calendário previsto para o encerramento que era "entre 2025 e 2030".

Em 2020, a EDP decidiu antecipar o encerramento das suas centrais a carvão na Península Ibérica (em Sines e nas Astúrias, Espanha), tendo em conta “a continuada deterioração das condições de mercado para estas centrais durante o primeiro semestre”.

No final do ano passado, a energética recebeu as autorizações necessárias para encerrar a atividade na central a carvão de Sines a partir de 15 de janeiro.

/ AG