O ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Matos Fernandes, afirmou no parlamento que os transportes públicos são seguros, negando situações de sobrelotação ou de maior risco na transmissão da covid-19.

“Não conheço nenhum caso de sobrelotação. Há casos de maior lotação. Já agora, não conheço nenhum caso comprovado, conhecido em Portugal, de transmissão do vírus covid-19 em transporte coletivo. Ou seja, a utilização do transporte coletivo feito com máscara, com higiene, com as regras que todos conhecemos, é de facto segura e é importante que continue a ser feita”, sublinhou o governante, que tutela os transportes urbanos.

O ministro, que falava numa audição parlamentar para apreciação da proposta do Orçamento do Estado (OE) para 2021, respondia desta forma a uma pergunta da deputada do Bloco de Esquerda (BE) Isabel Pires sobre as medidas previstas pela tutela para reforçar a oferta dos transportes públicos e prevenir situações de sobrelotação.

“Aquilo que nós sabemos é que na Área Metropolitana do Porto há algumas linhas da STCP (Sociedade de Transportes Coletivos do Porto), particularmente que vêm de fora do Porto e da zona oriental, que têm de ser reforçadas. O mesmo acontece na Área Metropolitana de Lisboa, particularmente na Linha de Sintra. Muito em breve haverá notícias sobre esse reforço”, prometeu.

Ainda relativamente ao reforço dos transportes públicos, João Matos Fernandes referiu que já está assinado o contrato para a aquisição de 10 navios elétricos que integrarão a partir de 2022 a frota da Transtejo, que assegura as ligações fluviais entre o Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,2 milhões de mortos e mais de 46,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.590 pessoas dos 146.847 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Ministro do Ambiente diz que não faz sentido ligar Braga e Guimarães por metro de superficie

O ministro do Ambiente e da Ação Climática disse no parlamento que não faz sentido ligar as cidades de Braga e Guimarães por metro de superfície, defendendo, ao invés, um reforço do sistema de transportes.

Braga e Guimarães em linha reta são, para aí, 17 quilómetros. Não tem sentido, com todo o respeito, haver um metro de Braga a Guimarães. Tem sentido, isso sim, haver um reforço do sistema de transportes em Braga e Guimarães”, afirmou João Matos Fernandes.

O ministro, que falava numa audição parlamentar para apreciação da proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2021, na Assembleia da República, em Lisboa, respondia desta forma a uma pergunta do deputado do PS Hugo Pires sobre uma eventual ligação entre as duas cidades minhotas, do distrito de Braga.

Esta posição do ministro do Ambiente e da Ação Climática surge cerca de três meses depois de o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança (PS), ter anunciando que estava em conversações com a autarquia de Braga para conseguir uma ligação entre as duas cidades por metro de superfície.

Segundo o autarca de Guimarães esse investimento poderia ascender a 150 milhões de euros.

Na altura, também o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio (PSD) se manifestou sobre este projeto, afirmando estar convicto de que haveria condições para a concretização da ligação, num futuro próximo.

Governo estima lançar concurso para expansão do metro para Loures a partir de 2022

O ministro do Ambiente e da Ação Climática disse esta segunda-feira que o concurso público para a expansão do metro ao concelho de Loures irá ocorrer a partir de 2022, existindo antes disso um estudo de impacto ambiental

Pela dimensão vai ter de ter estudo de impacto ambiental. Não acredito que consigamos ter concurso para a obra durante o próximo ano, mas não passará daí”, estimou João Matos Fernandes, em declarações no parlamento.

O ministro, que falava numa audição parlamentar para apreciação da proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2021, na Assembleia da República, em Lisboa, respondia desta forma a uma pergunta do deputado do PS Ricardo Leão sobre este projeto.

A ligação por metro ligeiro de superfície entre os concelhos de Odivelas e de Loures, no distrito de Lisboa, é um dos projetos previsto no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência apresentado pelo Governo em Bruxelas.

Segundo adiantou João Matos Fernandes, esta obra, com um custo previsto de cerca de 250 milhões de euros, terá um prazo de execução de cinco anos.

Em declarações à agência Lusa no final de setembro, o presidente da Câmara Municipal de Loures, Bernardino Soares (CDU), adiantou que o projeto prevê cerca de 12 quilómetros de traçado e duas ligações, sendo uma Odivelas-Ramada-Santo António dos Cavaleiros-Hospital Beatriz Ângelo e outra Loures-Infantado.

/ AM - atualizada às 23:22