O ministro da Saúde, Paulo Macedo, rejeitou nesta terça-feira a ideia de haver «quebra de lealdade» dentro da coligação de um Governo cujos ministros estão «comprometidos em querer fazer o melhor».

«Não sinto, no Governo, nenhuma quebra de lealdade, nem nas reuniões de conselho de ministros», afirmou nesta terça-feira Paulo Macedo, numa citação da agência Lusa.

Questionado sobre possíveis fragilidades na coligação, Paulo Macedo respondeu que vê «todos os ministros genuinamente comprometidos a querer fazer o melhor e, obviamente, a ir no sentido de adotar as melhores soluções» acrescentando que, «se houvesse uma solução [em] que houvesse unanimidade ou fosse fácil, já tinha sido feita».

Quanto aos cortes na Saúde, o ministro assinalou estar satisfeito com a «discriminação positiva« feita na área e explicou que «o que está previsto, que foi assinalado, é uma redução de 10 por cento naquilo que sejam consumos intermédios», valor que «representa pouco« no orçamento do ministério.

Relativamente ao falado aumento de contribuição dos funcionários públicos para a ADSE, Paulo Macedo salientou ser uma «medida colocada à discussão com os parceiros sociais e partidos políticos» significando que «há lugar» para o mesmo, mas terá de ser «equilibrado e autossuficiente».

Sem explicitar se haverá cortes no Serviço Nacional de Saúde, o ministro referiu que este tem «mostrado uma dinâmica e uma aposta na manutenção de serviços (¿) totalmente indesmentível», mencionando que os medicamentos terão uma «ligeira redução este ano», sendo os preços depois revistos anualmente.
Redação