Portugal está a analisar com o Brasil a possibilidade de aliviar as restrições à entrada de passageiros provenientes do país sul-americano devido à pandemia de covid-19, anunciou esta quarta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros português.

Iniciámos um trabalho conjunto com as autoridades brasileiras (…) para ver em que condições e quando é que podemos aligeirar algumas das restrições que hoje impendem sobre passageiros que chegam a Portugal provenientes do Brasil”, disse Augusto Santos Silva.

O chefe da diplomacia portuguesa falava numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo espanhol, José Manuel Albares, que se deslocou a Lisboa para uma reunião de trabalho.

Atualmente, os passageiros provenientes do Brasil só podem viajar para Portugal por razões familiares, profissionais, de estudo ou humanitárias, têm de apresentar um teste negativo à covid-19 e têm de cumprir um período de quarentena.

Augusto Santos Silva disse que Portugal pode “avaliar as restrições que estão hoje em curso” à medida que a situação da pandemia evoluir positivamente em cada um dos países.

Foi esse trabalho que começou no passado dia 30 de julho, entre Portugal e o Brasil, e que continuará depois de férias”, disse o ministro, ao ser questionado sobre a diferença de critérios entre Portugal e Espanha quanto ao reconhecimento da certificação de vacinas contra a covid-19.

Portugal só reconhece a vacinação feita com vacinas aprovadas pela Agência Europeia do Medicamento, enquanto Espanha segue o critério da Organização Mundial da Saúde, que inclui vacinas chinesas e indianas.

A propósito de uma família portuguesa estar retida em quarentena na Grécia, para onde viajou em férias, Augusto Santos Silva disse que a embaixada em Atenas está a acompanhar a situação, mas lembrou que ainda se vive um “momento muito difícil da pandemia” de covid-19.

Referindo que há “destinos fabulosos” em Portugal ou em Espanha, o ministro recomendou a quem pretender viajar em férias para outros países que tenha em conta a rede consular portuguesa.

Peço encarecidamente que o faça tendo também em atenção a rede consular portuguesa no estrangeiro”, apelou, referindo já ter recebido pedidos de ajuda a partir de locais em que a cobertura consular é diminuta.

Agência Lusa / CE