António Costa “não há solução B” quanto ao novo aeroporto internacional de Lisboa e que “este é o tempo da avaliação técnica” e não da decisão política.

“O Estudo de Impacto Ambiental foi apresentado, está a ser analisado pela APA [Agência Portuguesa do Ambiente] e este momento é o tempo não da decisão política, mas da avaliação técnica. Não há solução B”, afirmou Costa no debate quinzenal hoje no parlamento.

Ontem, o ministro do Ambiente disse que se o estudo ambiental chumbar o aeroporto no Montijo será escolhido outro local, pelo que não há propriamente uma sintonia no discurso dos dois governantes. 

No debate quinzenal desta quarta-feira, o primeiro-ministro respondia ao deputado André Silva do Partido Animais e Natureza (PAN) que questionou se estaria “disponível para reconsiderar a localização do aeroporto, nomeadamente analisar a solução de Beja, valorizando assim o interior e as suas populações”.

O Sr. primeiro-ministro tem-se mostrado irredutível, dizendo que o aeroporto do Montijo é para avançar e que não existe plano B. Mas vai mesmo continuar a insistir numa obra que degrada a saúde das pessoas e que devasta a avifauna do estuário do Tejo, um ecossistema já bastante fragilizado?”.

Sobre o Aeroporto do Montijo, André Silva referiu ainda que “o Estudo de Impacto Ambiental já foi concluído e entregue” e “continuam a ser identificados impactos bastante negativos para a vida das pessoas da região e para a população de aves que habita o estuário do Tejo”. “Começamos a perceber porque é que o Governo não quer realizar uma Avaliação Ambiental Estratégica, que insistimos, é obrigatória, esta daria informação alargada sobre os impactos de longo prazo em toda a região envolvente ao aeroporto”, acrescentou.

Para Costa, “há uma necessidade efetiva do país” e “a melhor solução possível é a combinação da otimização da Portela com um segundo aeroporto no Montijo”.

Sobre o EIA, o que resultar “terá de ser respeitado” e “se houver medidas de mitigação” estas “serão adotadas”. “Não seguindo a solução, o único plano não é o B, mas o A que é voltar atrás e fazer Alcochete”.