A reunião alargada da Câmara Municipal de Lisboa, que decorre esta quarta-feira à noite no Atheneu Comercial de Lisboa, teve os ânimos exaltados da assistência, quando se falou do Projecto de Recuperação da Mouraria, noticia a Lusa.

Várias pessoas sentadas na assembleia, sobretudo mulheres, interromperam a normalidade dos trabalhos quando o vereador José Sá Fernandes usou da palavra para explicar a sua posição sobre o projecto de recuperação da Mouraria.

Uma das munícipes levantou-se e interrompeu o vereador dos espaços verdes, Sá Fernandes, depois dirigiu-se à mesa e acusou o autarca de «desconhecer a realidade da Freguesia» do Socorro, dando-lhe recortes de jornal com artigos sobre o assunto.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa tentou recolocar a normalidade do debate mas a interveniente, não inscrita, apontou o dedo ao presidente e argumentou que tinha todo o direito a falar e a colocar as questões que entendia, porque era cumpridora com a lei.

O Projecto de Recuperação da Mouraria foi o tema que mais polémica levantou, levando mesmo à vereadora do Partido Comunista Português Rita Magrinho a explicar a decisão do seu partido sobre o assunto mas disse concordar com a recuperação daquele bairro.

Por seu lado, Helena Roseta do Movimento dos Cidadãos por Lisboa convidou todos os partidos a tentarem arranjar uma solução para a Mouraria e afirmou que em Setembro levará a discussão pública o assunto.

As queixas dos moradores residentes, associações e alguns autarcas passaram por problemas de segurança relacionados com prostituição, toxicodependência e roubos, pelo trânsito e estacionamento, sujidade nas ruas, ruído e problemas habitacionais.

A reunião alargada da Câmara Municipal de Lisboa decorre todas as primeiras quarta-feira de cada mês em freguesias diferentes, onde a população tem a palavra para expor os seus problemas.

HB
Redação