O Ministério dos Negócios Estrangeiros anunciou esta quarta-feira, em comunicado, que Portugal disponibilizou a Angola mais 135 mil doses da vacina AstraZeneca contra a covid-19, que chegarão esta quinta-feira a Luanda.

Portugal vai disponibilizar a Angola 135.000 doses de vacinas contra a COVID-19 (AstraZeneca), acompanhadas do material necessário para viabilizar a sua administração – seringas e agulhas, entre outros –, que chegam amanhã [quinta-feira] a Luanda e serão entregues às competentes autoridades de saúde pelo Embaixador de Portugal em Luanda", lê-se na nota do ministério liderado por Artur Santos Silva.

No comunicado, o MNE explica que este novo apoio de Portugal às autoridades angolanas, na operacionalização do seu Plano Nacional de Vacinação contra a covid-19, segue-se a um primeiro lote de 50 mil vacinas, enviado para Angola no passado dia 15 de julho.

Segundo o MNE, a ajuda enquadra-se na segunda fase do Plano de Ação na resposta sanitária à pandemia covid-19 entre Portugal e os países africanos lusófonos e Timor-Leste.

“Portugal assumiu o compromisso político de disponibilizar aos PALOP e Timor-Leste pelo menos 5% das vacinas contra a COVID-19 adquiridas por Portugal, compromisso este que foi reforçado por Portugal durante a Cimeira da CPLP, que teve lugar em julho passado em Luanda”, sublinha a nota.

A operacionalização desta ação é resultado do esforço conjunto do Ministério dos Negócios Estrangeiros, designadamente através do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua e da Embaixada de Portugal em Luanda, e do Ministério da Saúde, através da Direção-Geral da Saúde (DGS), da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (INFARMED) e ainda da 'Task Force' do Plano Nacional de Vacinação Contra a COVID-19 em Portugal.

Angola contabiliza 1.118 mortes associadas à doença e 44.964 infetados, no acumulado desde o início da pandemia.

África registou hoje mais 31.006 casos de infeção pelo novo coronavírus, elevando o total para 7.345.638, que resultaram em mais 1.742 óbitos, para 185.505 mortes, segundo os dados oficiais mais recentes.

/ MJC