O culminar das eleições presidenciais deste domingo mereceu amplo destaque na imprensa internacional, que não igonoraram a popularidade de Marcelo Rebelo de Sousa e a vontade dos portugueses de irem às urnas, num momento em que se batem recordes relativos aos números diários da pandemia.

Na sua edição online, o jornal espanhol "El Mundo" destaca que os portugueses foram às urnas numa altura em que se registam os maiores números de casos de infeções diários e mortes devido à pandemia de covid-19 e descreve como decorreram as eleições com as novas regras sanitárias.

Anónimos, socialmente distanciados e cada eleitor com a sua caneta para evitar a propagação do vírus, os portugueses foram às urnas neste domingo para decidir o cargo de presidente, com o país desabado pela Covid-19", escreve o jornal.
 
O El Mundo escreve ainda um perfil sobre o Presidente reeleito, sublinhando que Marcelo é um "líder popular low-cost"  que "faz tudo”. A caracterização é associada a alguns momentos mais vistosos de Rebelo de Sousa, como as selfies, os discursos improvisados e o resgate de duas jovens em risco no mar, em agosto de 2020.
 
Já o jornal espanhol El País escreve que Portugal desafiou a pandemia e que Marcelo ganhou folgadamente a eleição de domingo. O artigo sentencia que m ilhões de portugueses desafiaram os" piores dados da pandemia neste domingo - 275 mortes e 11 mil novos casos, um triste fecho de uma semana em que o país é líder mundial em infecções e mortes por milhão de habitantes - e revalidaram o mandato do atual presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa". 

Também o francês Le Figaro assinalou as primeiras eleições a nível nacional que acontecem em Portugal durante um confinamento, com um vídeo que descreve cinco pontos essenciais sobre a ascensão de Marcelo na esfera política. A peça diz que o ex-professor de direito é "estudante brilhante" e "um dos poucos políticos que os portugueses conhecem pelo primeiro nome".

No site do jornal brasileiro Folha de S. Paulo pode ler-se: Presidente de Portugal se reelege; populista fica em terceiro, numa referência ao candidato do partido Chega, André Ventura. 

Quem também não deixa escapar a entrada da extrema-direita nas eleições é o jornal The New York Times que descreve André Ventura como um advogado que ficou famoso através dos comentários sobre futebol. O jornal norte-americano compara as promessas que faz ao eleitorado com as exigências de líderes extremistas como Le Pen, em França, e Salvini, em Itália - dois políticos que vieram ao auxílio de Ventura nestas eleições.