O presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, expressou este sábado “sentido pesar” pela morte do historiador, sociólogo e crítico de arte José-Augusto França, que classificou como “uma referência da cultura portuguesa”.

Foi com sentido pesar que tomei conhecimento do falecimento, aos 98 anos, de José-Augusto França: Historiador, sociólogo e crítico de arte com vasta obra publicada, nomeadamente sobre a reconstrução da Baixa Pombalina – tema da sua tese de doutoramento na universidade de Paris, a Sorbonne – e sobre os maiores artistas portugueses do século XX, como Amadeo de Souza-Cardoso e Almada Negreiros”, escreveu Ferro Rodrigues, numa mensagem enviada à imprensa.

Destacando, de entre as suas obras mais influentes, “A Arte em Portugal no Século XIX”, “A Arte em Portugal no Século XX” e “Lisboa: Urbanismo e Arquitetura” e “Lisboa: História Física e Moral”, Ferro Rodrigues sublinhou igualmente que José Augusto França “foi, ao longo da sua vida, objeto de múltiplas distinções, tendo sido agraciado com a Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (1991), a Grã-Cruz da Instrução Pública (1992), a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (2006) e a Medalha de Mérito Cultural (2012)”.

A terminar, endereçou, em seu nome e em nome da Assembleia da República, “as mais sentidas condolências à família enlutada e amigos”.

O historiador, sociólogo e crítico de arte morreu hoje, aos 98 anos, na casa de saúde de Jarzé, perto da cidade francesa de Angers, disse à Lusa a pintora Emília Nadal, sua amiga e da família.

José-Augusto França encontrava-se internado há vários anos nessa unidade de cuidados continuados, após uma operação na sequência da qual sofreu diversos acidentes vasculares cerebrais, e morreu hoje às 13:00 locais (12:00 em Lisboa), segundo a mesma fonte, devendo ser cremado ainda esta semana em França.

Agência Lusa / CE