O deputado único e presidente do Chega, André Ventura, classificou esta quarta-feira a proposta de Orçamento do Estado para 2021 como a do “medo e dos amedrontados”, que não querem uma crise política e ir a votos.

Na sessão de encerramento do debate na generalidade do Orçamento do Estado na Assembleia da República, André Ventura defendeu que “será o medo que levará hoje à aprovação do orçamento” na generalidade.

Perante parceiros que já não são parceiros, perante novos parceiros que têm medo de ir a votos e perante outros que, não estando em nenhum lado da barricada, o que não querem é votos”, disse, acrescentando que o Chega quer ouvir os portugueses nas urnas “logo que seja possível”.

Ventura defendeu “a saída do maior Governo da história portuguesa” e “um novo ciclo político que seja capaz de dar resposta aos portugueses”.

O deputado do Chega criticou o conteúdo da proposta orçamental, que classificou como de “malabarismo e fantochada fiscal”, por aparentar descer os impostos através da diminuição das retenções na fonte e acusou o Governo de apenas aguardar que cheguem os fundos europeus, no próximo ano.

Em maio ou em junho poderemos estar no charco da nossa economia e já não teremos tempo de nos levantar”, avisou.

Por outro lado, acusou o Governo de “atacar as forças de segurança” e dar “mais aos mesmos de sempre”.

A muitos que nunca contribuíram com um cêntimo para Portugal e que gozam com quem trabalha e com quem sustenta este país”, disse.

Depois da sessão de encerramento, será votada na generalidade a proposta de Orçamento do Estado para 2021, já com aprovação garantida pelos votos a favor do PS e as abstenções de PCP, PAN, PEV e das deputadas não inscritas Joacine Katar Moreira e Cristina Rodrigues.

PSD, BE, CDS-PP, Chega e Iniciativa Liberal já anunciaram que irão votar contra.