O Bloco de Esquerda entende que o assumir de responsabilidade política de Paulo Núncio sobre as transferências para offshore era a "única opção" do antigo governante, mas fica ainda por esclarecer o "mais importante" sobre o caso.

Fica por esclarecer o mais importante: como foi que dez mil milhões desapareceram das listas de transferências para 'offshore'. O BE reafirma o seu compromisso para taxar as transferências e punir a fuga, responsabilizar quem a permitiu e definir regras para que a fuga não se repita"

Num texto endereçado à agência Lusa, o partido liderado por Catarina Martins diz que "assumir a responsabilização pela não publicação da informação era a única opção de Paulo Núncio, no que devia ser acompanhado pelos ministros das Finanças a que respondia", aponta ainda, numa alusão a Vítor Gaspar e Maria Luís Albuquerque, antigos ministros do executivo PSD/CDS-PP.

Em declarações ao Diário de Notícias, na sexta-feira, o ex-secretário de Estado tinha defendido que a Autoridade Tributária tinha autonomia para avançar e não estava dependente da sua ordem.

O ex-diretor do Fisco, José Azevedo Pereira, logo desmentiu o ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, garantindo que este tomou a decisão política de manter os dados sobre a fuga ao Fisco em segredo.

No debate quinzenal da semana passada, a líder do CDS, Assunção Cristas, acusou o Governo socialista de António Costa de "plantar notícias" sobre as offshore e, na altura, dizia que os centristas "estão muito tranquilos". Agora vê o seu ex-secretário de Estado assumir responsabilidades e pedir para sair do partido.

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