O presidente da Câmara de Santo Tirso, Alberto Costa, assumiu as pastas da Inovação e Regeneração Urbana, no âmbito do novo executivo que conta agora com Nuno Linhares como vereador, foi hoje anunciado após reunião camarária extraordinária.

Alberto Costa assumiu a presidência da autarquia após Joaquim Couto, arguido da Operação “Teia”, ter renunciado no domingo ao cargo na Câmara, bem como a todos os cargos públicos e políticos, na sequência de ter sido detido a 29 de maio.

Com a saída de Joaquim Couto, Nuno Linhares, sétimo da lista do PS nas eleições autárquicas de 2017, entrou hoje para o executivo, assumindo os pelouros da Mobilidade e Gestão da Via Pública, Polícia Municipal, Emprego e Formação Profissional, Contratação Pública e Recursos Humanos.

Na nota de imprensa da autarquia lê-se também que Alberto Costa “continuará a liderar o Invest Santo Tirso, acumulando o pelouro da Inovação, Dinamização Económica e Internacionalização com a Governação Local e Cidadania (gabinete prioritário de atendimento aos presidentes de junta), a Regeneração Urbana e as Obras Municipais”.

Com a subida de Alberto Costa, Ana Maria Ferreira assume a vice-presidência, mantendo as pastas do Ambiente, Desporto e Contabilidade.

José Pedro Machado mantém-se como vereador adjunto, acumulando os pelouros da Coesão Social e Saúde, Proteção Civil, Floresta e Bombeiros, Proteção Animal e Serviços Urbanos.

Tiago Araújo é o vereador com os pelouros da Cultura, Turismo, Juventude e Relações Internacionais, enquanto Sílvia Tavares lidera as áreas da Educação e Formação e da Modernização Administrativa e dos Sistemas de Informação, refere ainda a comunicação.

O novo presidente defendeu que “as prioridades políticas estão definidas” pelo que “não faria, portanto, sentido estar a mudar radicalmente, a meio do mandato, aquilo que tão bons resultados tem dado em matéria de rigor nas contas, atração de investimento, requalificação dos espaços públicos e da rede viária municipal, combate às alterações climáticas, aposta na Educação e na Cultura ou de proximidade com as Juntas de Freguesia e com o tecido institucional do município”.

Citado pelo documento, Alberto Costa mostrou-se “aberto ao diálogo” e “disponível para o combate político numa lógica construtiva”, fazendo votos para que “também a oposição saiba estar à altura do momento e das responsabilidades políticas e que consiga colocar os interesses da população de Santo Tirso acima de quaisquer outros”.

Além de Joaquim Couto, foram também detidos no âmbito da operação "Teia" a sua mulher, a empresária Manuela Couto, o presidente da Câmara de Barcelos, Miguel Costa Gomes, e o ex-presidente do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, Laranja Pontes.

O ex-presidente da Câmara de Santo Tirso, Joaquim Couto, vai esperar julgamento em liberdade com uma caução de 40 mil euros, enquanto a empresária Manuela Couto e o autarca de Barcelos Miguel Costa Gomes ficaram em prisão domiciliária.

Laranja Pontes, ex-presidente do IPO/Porto, que saiu em liberdade a troco de uma caução de 20 mil euros.

A operação "Teia" centra-se nas autarquias de Santo Tirso e Barcelos, bem como no IPO/Porto e nas empresas de Manuela Couto. Investiga suspeitas de corrupção, tráfico de influência e participação económica em negócio, traduzidas na "viciação fraudulenta de procedimentos concursais e de ajuste direto", segundo comunicado da Diretoria do Norte da Polícia Judiciária, o órgão de polícia criminal que apoia o Ministério Público neste caso.