António Lobo Xavier não culpa só o presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, pelo “definhamento indiscutível” e “lento” do partido, mas defende que é necessário um congresso para discutir a liderança.

“Gosto do presidente do CDS como pessoa, mas, quando olho para o que foram estes tempos, tenho de compreender a insatisfação dos militantes. A ideia que ele tinha era afirmar a direita democrática e hoje está confrontado com a ideia generalizada de que o CDS pode desaparecer.”

Na Circulatura do Quadrado, da TVI24, Lobo Xavier aplaudiu “a luta interna”, mas considerou que o Conselho Nacional é “um espaço limitado”.

O histórico do CDS apontou a “necessidade ver as coisas mudar”, com um “protagonismo forte” e “ideias claras”, não só do líder, mas também do grupo parlamentar.

“Um certo definhamento indiscutível do CDS não pode ser só apontado ao presidente, os deputados também têm voz.”

António Lobo Xavier comparou a atual situação do partido com a altura do “partido do táxi”, em que ficou apenas com quatro deputados, lembrando que, nessa altura, “o CDS perdeu votos para o PSD”, mas agora também há Chega e Iniciativa Liberal.

“Esta situação do partido da mini van é bastante mais complicada…”

Catarina Pereira