O primeiro-ministro, António Costa, apontou esta quarta-feira como meta aumentar o financiamento da Cultura até aos 2% do Orçamento do Estado ao longo da próxima legislatura, argumentando que a "criatividade é básica" para a inovação.

Temos de ter como meta chegar aos 2% do Orçamento de Estado ao longo da próxima legislatura de forma a dar sustentabilidade ao financiamento da Cultura porque a criatividade é básica para termos uma sociedade assente, efetivamente, na inovação”, disse.

O governante falava no almoço-debate “Portugal, que Futuro?” promovido pelo Clube Fenianos Portuenses, no Porto.

Na sua opinião, é necessário fazer um esforço para prosseguir um aumento do financiamento da atividade cultural.

António Costa acrescentou que, neste momento, se se juntar “o conjunto do financiamento à Cultura dos diferentes ministérios, desde o Ministério da Educação com ensino artístico, desde o Ministério dos Negócios Estrangeiros com a promoção da língua, à atividade do próprio Ministério da Cultura, estamos ligeiramente acima de 1% do Orçamento de Estado”.

PS pede mais condições políticas para governar “sem empecilhos”

O presidente do PSD, Rui Rio, acusou esta quarta-feira o PS de “falta de rigor”, com um quadro macroeconómico que vai sendo ajustado às “promessas a mais” dos socialistas, ao mesmo tempo que se aproxima dos cálculos dos sociais-democratas.

Há realmente uma falta de rigor. O próprio quadro macroeconómico do Partido Socialista não existe, é uma coisa que eles vão falando daquilo que foi o Programa de Estabilidade que foi apresentaram e agora começam a fazer promessas a mais e vão ajustando o quadro, ou seja fazem do fim para o princípio", defendeu Rui Rio.

O candidato do PSD pelo círculo do Porto, pelo qual é número dois nas eleições legislativas de 6 de outubro, falava aos jornalistas na cidade Invicta, à margem de um almoço debate, promovido pela Confederação do Comércio e Serviços de Portugal.

Se quisermos acreditar naquilo que o PS diz, na prática aquilo que estamos a ver é o que nós estamos a ir no caminho certo, e, portanto, o Partido Socialista está a recuar um bocado e ir de encontro a nós. Naturalmente que as verbas que propõe para redução de imposto é coisa absolutamente insignificante (...) face aquilo que nós temos. Que embora prudente é substancialmente mais", defendeu.

Rio comentava a notícia avançada na terça-feira pelo jornal Público que revela que as contas do PS têm um desvio de 800 milhões de euros face ao Programa de Estabilidade para 2019 (PE2019). Segundo aquele jornal, o documento assume que haverá um aumento adicional de 600 milhões de euros e uma redução da receita fiscal de mais de 200 milhões.

A estes valores já previstos, acresce, sustenta o Público, um aumento da despesa social de 360 milhões de euros, que já estava previsto PE2019.

"Pelos vistos, [o PS] caminha para um quadro macroeconómico parecido [com o do PSD]. Portanto, tudo isto só vem dar razão àquilo que nós fomos fazendo", defendeu, sublinhando que o primeiro-ministro e secretário-geral do PS, chegou a criticar o quadro macroeconómico do PSD, considerando "muito ambicioso e irrealista".

"Aquilo que eu tenho dito é prudência, mas com ambição. Portanto, aquilo que são as nossas projeções macroeconómicas, as nossas reduções de impostos, o aumento do investimento público, tudo isso está devidamente calculado para ser absolutamente exequível", reiterou.

Rui Rio considera que “o Partido Socialista está a ficar para trás naquilo que são os compromissos eleitorais e sente a necessidade de vir fazer o mesmo” que o PSD está “a dizer”.

Dou um exemplo pequenino que é o Eramus do Interior, (...) mas isto tem vindo a acontecer e não só com o PS. Até o próprio Bloco de Esquerda disse que anda perto da social-democracia. Isto comprova que aquilo que nos temos vindo a dizer tem sustentabilidade, é equilibrado, tem aceitação junto das pessoas, porque se não tivesse os outros não vinham copiar", afirmou Rui Rio.