O ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares desvalorizou esta sexta-feira o adiamento do início da discussão do Orçamento do Estado (OE), garantindo que o documento será votado ainda durante o mês de Novembro.

Miguel Relvas, que inaugurou, esta sexta-feira, em Rio Maior, a primeira Área de Localização Empresarial do país, sublinhou que o Governo entregou a proposta do OE a 15 de Outubro e as grandes opções do plano uma semana antes. «Não há nada aqui de dramático. Apresentámos dentro dos prazos», afirmou, sublinhando a importância da existência de um «clima de sintonia entre todos no país».

No seu entender, esta não é altura para «gerar quezílias», pois «não é disso que Portugal precisa. É preciso que sejamos capazes de ultrapassar as dificuldades que hoje estamos a enfrentar, e estão milhares e milhares de portugueses no desemprego, as pessoas estão preocupadas e bem, com o seu futuro», afirmou, distanciando-se da «velha política».

Questionado sobre se a suspensão dos subsídios de férias e de Natal é ou não temporária, Relvas reafirmou que a medida foi apresentada para os próximos dois anos, enquanto decorrer o prazo do memorando de entendimento com a troika.
Redação / MM