O PSD Madeira anunciou esta terça-feira que o seu sentido de voto à proposta de Orçamento do Estado para 2020 na generalidade se mantém em aberto até à data da votação, na sexta-feira, e depende da concretização de duas reivindicações.

Será decido [o sentido do voto] conforme as matérias que faltam ainda decidir pelo senhor primeiro-ministro. E é isso que vamos decidir até sexta-feira, até ao momento da votação", disse o secretário-geral do partido no arquipélago, José Prada, após a reunião da Comissão Política regional.

José Prada explicou que em causa estão os dossiês da mobilidade aérea e marítima, sendo que o PSD Madeira pretende que o executivo nacional, liderado pelo socialista António Costa, assuma os custos da operação ‘ferry’ de transporte marítimo de passageiros, bem como a revisão do subsídio às viagens aéreas, de modo a que residentes e estudantes paguem apenas 85 e 66 euros, respetivamente, por cada bilhete de ida e volta.

O PSD Madeira não se importa de fazer a diferença. Importa o melhor para a Madeira e para os madeirenses, e é isso que se fará sempre", realçou José Prada, sublinhando que o sentido de voto dos três deputados eleitos pelo círculo da Madeira na Assembleia da República terá em conta "todas as matérias" relacionadas com a região.

A posição dos sociais-democratas insulares foi anunciada cerca de três horas após o presidente do partido, Rui Rio, ter indicado que o PSD votará contra a proposta de Orçamento do Estado para 2020 na generalidade.

Naturalmente, a minha proposta é que o PSD vote na generalidade contra o Orçamento do Estado", anunciou Rui Rio, hoje, no encerramento das jornadas parlamentares de um dia que o PSD realizou na Assembleia da República, em Lisboa.

Primeiro é a Madeira e depois é que é o partido", vincou o secretário-geral do PSD/Madeira, sublinhando que o voto dos três deputados eleitos pela região poderá ser "a favor, abstenção ou contra".

José Prada esclareceu, por outro lado, que cerca de 2.500 militantes social-democratas do arquipélago com quotas pagas vão votar no próximo sábado, nas eleições diretas para eleger o novo presidente, apesar de a estrutura nacional indicar que apenas 104 estão em condições de o fazer.

Em causa está o modo de pagamento das quotas, que deve ser por transferência bancária, débito ou vale postal, conforme o regulamento aprovado no Conselho Nacional do partido, em novembro de 2019.

A maioria dos militantes na Madeira paga as quotas diretamente na sede.

O dr. Rui Rio foi eleito há dois anos com a mesma situação, até com mais votantes, cerca de 2.800, e ninguém pôs em causa", disse o secretário-geral, reforçando que o partido, na Madeira, considera que os 2.500 militantes com as quotas em dia "têm legitimidade eleitoral para votar".

As eleições diretas para escolher o próximo presidente do PSD realizam-se no sábado, com uma eventual segunda volta uma semana depois, e congresso marcado entre 7 e 9 de fevereiro, em Viana do Castelo.

Concorrem o atual presidente Rui Rio, o vice-presidente da Câmara de Cascais (distrito de Lisboa) Miguel Pinto Luz e o antigo líder parlamentar do PSD Luís Montenegro.

/ AG